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terça-feira, 9 de julho de 2013

Ciclo dedicado a Agostinho da Silva na FNAC do Chiado

«Que loucura vos tomou, meus irmãos homens? Urge que apeeis o Acaso do lugar divino que lhe destes, que lanceis, como diques e caminho da vida, as fortes linhas da inteligência ordenadora e da vontade, que acima de tudo se habitue a vossa alma a construir a existência com a pureza, o nítido recorte e a querida abstenção da estrofe de um poema.»
Agostinho da Silva em Textos e Ensaios Filosóficos.

Amado por uns e incompreendido por outros, Agostinho da Silva foi, indiscutivelmente, um filósofo visionário e um educador de primeira linha. Figura cimeira da cultura portuguesa do século XX, acabou por tornar-se no rosto mais familiar da filosofia portuguesa. Passados quase 20 anos sobre o seu desaparecimento a sua obra continua a revelar-se bastante actual, apontando algumas possíveis saídas para a tremenda crise que hoje atravessámos.
Homenageando e lembrando o filósofo das Conversas Vadias, a Associação Agostinho da Silva promove entre os meses de Julho e Setembro deste ano, um ciclo de conferências que abordarão diferentes aspectos da sua vida e obra. Este ciclo realizar-se-á na FNAC do Chiado, em Lisboa, tendo o seu início marcado já para o próximo dia 11 de Julho. As 6 sessões que constituem este périplo em torno de Agostinho da Silva terão lugar pelas 18:30, sendo a entrada livre e aberta a toda a comunidade. 

Agostinho da Silva numa visita à Torre de Belém.

:: Programa ::

11 de Julho
Agostinho da Silva, 1906-1944, por Rui Lopo

18 de Julho
A Poesia de Agostinho da Silva, por Maurícia Teles da Silva

25 de Julho
Agostinho da Silva e a Lusofonia, por Renato Epifânio

5 de Setembro
Agostinho da Silva e a Cultura Portuguesa, por Miguel Real

19 de Setembro
Agostinho da Silva e A Educação de Portugal, por Luís Santos

26 de Setembro
Espiritualidade, política e lusofonia na mutação de paradigma civilizacional segundo Agostinho da Silva, por Paulo Borges

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Academia Popular de Filosofia

A criação de uma sociedade justa, baseada no respeito e na dignidade da pessoa ou indivíduo, sempre passou, em todos os grandes modelos e projectos civilizacionais, pela educação. Esse espírito foi de resto reavivado através de movimentos como a Renascença Portuguesa que cedo começou a preocupar-se com a necessidade de, entre outras coisas, apostar na criação das chamadas Universidades Populares. Essa centelha da filantropia ficou felizmente latente nas várias gerações que se foram sucedendo, perpetuando esse sonho de criar uma sociedade mais justa, consciente e cultivada. 
Foi precisamente desse espírito de partilha que surgiu a Academia Popular de Filosofia, a funcionar n'A Voz do Operário, em Lisboa. Propondo uma série de 6 aulas subordinadas a várias temáticas, estas iniciarão já amanhã, dia 12 de Abril, ficando a responsabilidade lectiva a cargo de nomes como Paulo Borges, Miguel Real, Viriato Soromenho Marques, André Barata, João Luís Lisboa, Ana Gonçalves e Ana Bernardo. 
A frequência destas aulas é gratuita, estando já abertas as inscrições através do seguinte endereço de correio electrónico: acad.popularfilosofia@gmail.com. Não deixe de participar.

(Clicar na imagem para ampliar.)

terça-feira, 19 de julho de 2011

O teatro da vacuidade ou a impossibilidade de ser eu

É hoje apresentado às 18:30, na FNAC do Chiado, em Lisboa, o mais recente livro de Paulo Borges, intitulado O teatro da vacuidade ou a impossibilidade de ser eu. Na linha de Uma Visão Armilar do Mundo, o autor reuniu neste livro uma série de artigos que desta feita versam, essencialmente, sobre Fernando Pessoa e toda a sua idiossincrasia face a um Portugal universal, farol do tão desejado Quinto Império. Nesta análise bastante sui generis do pensamento pessoano, Paulo Borges não se esquivou de interligar os mundos do autor e pensador português, com o de outros autores como António Machado, Jorge Luis Borges e Emil Cioran.
As honras desta apresentação caberão a Miguel Real e Vasco Silva que falarão na presença do autor da obra.

«Neste livro pensamos com Pessoa alguns dos temas que com ele comungamos: a experiência da vida como teatro heteronímico; a ficcional (im)possibilidade do(s) eu(s) e do mundo como ilusão ou jogo criador; o vislumbre do entre-ser, isso que (não) há entre uma coisa e outra, consoante a revista Cultura ENTRE Culturas; estados não conceptuais nem intencionais de consciência; os sentidos múltiplos de Portugal, Lusofonia e Quinto Império, na linha de Uma Visão Armilar do Mundo. Pessoa redescoberto pela filosofia, também em diálogo com António Machado, Jorge Luis Borges e Emil Cioran.»
 Paulo Borges sobre O teatro da vacuidade ou a impossibilidade de ser eu.

sábado, 2 de julho de 2011

Entrega do Prémio António Quadros 2011

«A grande ilusão dos estrangeirados é julgarem que enriquecem a nossa cultura colando-lhe teorias ou ideias importadas tal e qual, isto é, transformando-a numa cultura traduzida - o que é até absurdo, pois não se pode traduzir cultura.
A simples (a complexíssima) riqueza da nossa língua basta por si própria para justificar o aprofundamento e a autonomia da cultura portuguesa e constitui fundamento de si suficiente para uma grande filosofia - que ainda não temos talvez, mas por que é válido lutar, pois que a nossa obrigação é antes levar para a mesa da comunidade internacional, a nossa personalidade mental, científica, literária, artística, do que nossa passividade discipular ou disciplinada.
»
António Quadros em A Arte de Continuar Português.

Criado com o objectivo de celebrar o autor de obras como Portugal Razão e Mistério ou Poesia e Filosofia do Mito Sebastianista, o Prémio António Quadros nasceu da necessidade de incentivar a continuidade do trabalho deste insigne pensador, distinguindo, encorajando e divulgando o pensamento português nas suas mais variadíssimas expressões e manifestações.
Instituído pela Fundação António Quadros, o prémio deste ano distinguirá uma obra da área da Filosofia, cujo vencedor será divulgado uma semana antes da sua entrega, pelas mãos de Mafalda Ferro, presidente da Fundação. Recordamos que o júri deste concurso é presidido por António Braz Teixeira e constituído por Paulo BorgesManuel Ferreira PatrícioManuel Cândido Pimentel e Miguel Real.
A cerimónia de entrega do galardão decorrerá no próximo dia 14 de Julho, pelas 17h00, na Sala Antão de Almada da Sociedade de História da Independência de Portugal. A entrada é livre.

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sábado, 30 de outubro de 2010

A Morte da Filosofia Portuguesa segundo Miguel Real

Diz um ditado recente que quem não sabe é como quem não lê. Contudo, existem casos em que, mesmo lendo, alguns parecem querer continuar sem saber. Miguel Real representa um dos casos mais flagrantes desta realidade, à qual acrescentamos uma pesada agravante, isto é, a sua palavra é escutada, lida e tomada em consideração, disseminado-se a asneira na (des)aprendizagem geral. 
Não querendo cair na tentação de um fácil julgamento público, preferimos concentrar-nos em apenas uma das suas patetices, partilhando-a neste nosso espaço, para que cada um possa tirar as devidas ilações. Assim, segue-se o recorte de uma revista semanal, contendo uma crónica de Miguel Real ao mais recente livro de Paulo Borges, intitulado Uma Visão Armilar do Mundo. Nesta crítica ao trabalho de Paulo Borges, o insigne opinador anuncia aos sete ventos a morte da Filosofia Portuguesa, em virtude da sua elevação a bem maior da humanidade, enquanto traço característico da universalidade do Ser Português, demonstrando  com esta sua perspectiva um perfeito desconhecimento da missão de Portugal, da essência do V Império, ou da chegada deste, num claro regresso à idade dourada do Homem em comunhão com o Sagrado.
Em jeito de conclusão, fica aqui a crónica que convidamos a ignorar, relativa ao livro que recomendamos ler. Felizmente para todos, a Filosofia Portuguesa encontra-se viva e de excelente saúde.

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