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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Montes, Pedras e Gente

Montes, Pedras e Gente é o título do mais recente livro da arqueóloga e Professora Fátima Silva. Fruto de mais de duas décadas de produtiva investigação arqueológica, esta obra dá a conhecer a fascinante região do vale superior do rio Coura durante os tempos da Proto-História. Percorrendo os montes de Paredes de Coura, passando pelos seus povoados fortificados, mostrando as pedras e os artefactos que moldavam a realidade das suas gentes, este livro de aproximadamente 300 páginas propõe um olhar sobre um passado marcado por uma luta incessante pela sobrevivência.
Publicada pela Idioteque, a obra Montes, Pedras e Gente será apresentada amanhã, dia 17 de Outubro, pelas 21:30, na FNAC do NorteShopping, por Armando Coelho Ferreira da Silva, Professor Catedrático Jubilado da FLUP (Faculdade de Letras da Universidade do Porto). Este acto contará ainda com a presença da autora.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Augusto Gomes e o Vitral do Infante

Augusto Gomes é um dos principais nomes da arte portuguesa do século XX a aguardar uma redescoberta por parte do grande público nacional e internacional. Nascido em Matosinhos em 1910, viveu e produziu praticamente toda a sua obra naquela cidade, onde viria a falecer em 1976. A sua obra constituída por várias fases abraça maioritariamente uma estética neo-realista, abrangendo inúmeras formas de expressão. A pintura, a cerâmica, o vitral, a tapeçaria, o mosaico, a ilustração, a litografia, a xilogravura, os figurinos e a cenografia são alguns dos exemplos mais claros da versatilidade artística dos seus trabalhos.
Inserido no ciclo de conferências À conversa com a História, A. Cunha e Silva apresentará amanhã, dia 13 de Dezembro, pelas 18:00, uma comunicação intitulada Augusto Gomes e o Vitral do Infante 50 anos depois: Crónica duma redescoberta. Este encontro terá lugar no auditório do Gabinete Municipal de Arqueologia e História da Câmara Municipal de Matosinhos, sendo a entrada livre e aberta a toda a comunidade.

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

27 anos de destruição da nossa economia

Foi há 27 anos atrás que, no dia 10 de Dezembro de 1985, abriu portas o Continente de Matosinhos, ficando para a história como o primeiro hipermercado de Portugal. Nascido da parceria da portuguesa Sonae e da francesa Promodès, este hipermercado tinha inicialmente uma área de venda de aproximadamente 9864 m2,  apoiados por 72 caixas de pagamento. Um verdadeiro colosso para a realidade de então.
O aparecimento desta superfície deu início a uma verdadeira revolução dos hábitos de consumo nacionais, alterando irreversivelmente o panorama comercial português, assistindo-se ao rápido fortalecimento da grande distribuição em detrimento do comércio tradicional. Fenómeno este que contribuiu para o progressivo enfraquecimento dos centros das cidades em prol das periferias, onde este e outros estabelecimentos que lhe seguiram se acabaram por fixar.
Não deixa de ser curiosa a forma como as ilusões de modernidade e desenvolvimento de ontem se possam tornar na miséria real de hoje. Convém não esquecer que durante os primeiros anos que se seguiram à abertura do Continente de Matosinhos, foram inúmeras as escolas que ali acorreram em patéticas visitas de estudo, querendo mostrar às crianças as maravilhas modernas que chegavam do estrangeiro, onde tudo era aparentemente melhor e mais evoluído. Sem reparar, estava-se a assinar uma certidão de óbito à nossa economia, deixando-se entrar um enorme cavalo de Tróia que haveria de conquistar-nos e submeter. 

Inaugurado em Dezembro de 1985, o Continente de Matosinhos foi o primeiro
hipermercado de Portugal.

sábado, 3 de novembro de 2012

Dicionário de Arqueologia Portuguesa

No próximo dia 8 de Novembro, pelas 21:30, será apresentado na FNAC do NorteShoppingDicionário de Arqueologia Portuguesa. Publicada pela histórica editora Figueirinhas, esta obra foi coordenada por dois grandes nomes da arqueologia portuguesa contemporânea, Jorge de Alarcão e Mário Barroca. Procurando sintetizar um período de investigações arqueológicas cronologicamente balizado entre o aparecimento do primeiros vestígios humanos e os alvores da modernidade, este dicionário contém aproximadamente mil entradas, lavradas por dezenas de especialistas nacionais.
Esta apresentação ficará a cargo do arqueólogo Cláudio Torres (Prémio Pessoa), contando ainda com a presença dos coordenadores deste trabalho. A entrada é livre!

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domingo, 9 de setembro de 2012

Más novas da Boa Nova

A Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira, representa um dos mais emblemáticos edifícios da chamada Escola de Arquitectura do Porto, devendo-se a autoria deste projecto ao consagrado arquitecto Álvaro de Siza Vieira. Inexplicavelmente, este edifício-monumento encontra-se hoje votado ao abandono e vandalismo pelas entidades responsáveis pela sua guarda e preservação. O elevado grau de degradação a que chegou chamou a atenção dos principais meios de comunicação nacionais, destacando-se aqui um artigo de José Almeida, publicado na edição de 28 de Agosto do semanário O Diabo!
Um artigo para ler e reflectir acerca do nosso património!

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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Os Hospitalários no Caminho de Santiago (edição de 2011)

O Mosteiro de Leça do Balio representa um dos mais interessantes exemplos da arquitectura religiosa-militar portuguesa. Tendo já passado mais 1000 anos desde o início da sua história, este edifício foi não só um importante local de passagem de peregrinos, dada a sua localização no Caminho de Santiago, como também o palco principal de múltiplos episódios da História Nacional e Mundial.
Tendo sido alvo de sucessivas modificações, resultando ora em melhoramentos, ora em algumas adulterações e destruições patrimoniais, este espaço conserva ainda hoje uma importante carga espiritual, transmitida aos menos esclarecidos através da sua monumentalidade e enquadramento cenográfico.
Desde há uns anos a esta parte, a Câmara Municipal de Matosinhos, ciente do potencial cultural, turístico e económico deste conjunto arquitectónico e respectivo espaço envolvente, passou a organizar um evento intitulado Os Hospitalários no Caminho de Santiago, capaz de fomentar uma salutar união entre a cultura e o lazer. Com uma enorme variedade de oferta, entre reconstituições históricas, conferências, visitas guiadas, artesanato, restauração, comércio, música, teatro e animações várias, esta feira medieval distingue-se positivamente de tantos outros eventos da sua categoria, tanto pelo rigor, como pelo equilíbrio e qualidade das ofertas que oferece a todos os seus visitantes.
Criada a uma escala humana, longe da megalomania e massificação descontextualizada de outras feiras medievais espalhadas pelo país, a de Leça do Balio decorrerá este ano entre os dias 8 e 11 de Setembro de 2011, mantendo-se franca, não obstante o sucesso das anteriores edições. Este é um evento recomendado a todas as famílias.

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domingo, 1 de maio de 2011

A Festa das Maias

«É curioso o interesse e o sentimento com que quase todos os habitantes desta freguesia, grandes e pequenos, têm em colocar as maias nas suas casas, em todas as portas, janelas e até nos quintais, sementeiras e aidos de gado e capoeiras.
Diz a crença popular que as maias, isto é, flores de giesta, colocadas nas habitações, significam os sinais postos ao longo do caminho para que Nossa Senhora não se enganasse, aquando da sua fuga para o Egipto com o Menino Deus.
Diz mais: na casa que não tenha maias colocadas ao entrar o mês de Maio, o Diabo sujará tudo, além de outros estragos.
Antigamente cantavam-se as Maias como ainda hoje se cantam as Janeiras.
Diz Teófilo Braga, em Epopeias dos Povos Moçárabes, que este velhíssimo costume é o que resta do antiquíssimo culto do Odin (festa nocturna dos espíritos) dos povos do Norte, que Carlos Magno e os concílios católicos abafaram. O povo, porém, conservou vestígios desse antiquíssimo culto do paganismo.
»
Joaquim Neves dos Santos em Guifões: notas Arqueológicas, Históricas e Etnográficas.

Gravura alusiva à Festa das Maias.

Disseminada por praticamente todo o território nacional, a velha tradição das maias parece milagrosamente resistir aos ventos do mundo moderno, mesmo no coração dos maiores centros urbanos de Portugal, num raro exemplo perenidade, revelando de que modo um traço cultural e espiritual primordial se pode perpetuar no inconsciente colectivo de um povo.
A origem desde arcano costume perde-se nos alvores da História de um Extremo Ocidente pré-Portugal de costumes bárbaros. Como tantas outras festividades ou celebrações pagãs integradas no nosso imaginário imaterial e espiritual, a Festa das Maias assume variadíssimas formas, demonstrando uma heterogeneidade notável na nossa vivência do mito. Ligadas a cultos ancestrais de fertilidade, as maias, giestas bravas de cor amarelada que abundam sobretudo durante a primavera, foram posteriormente assimiladas pelo cristianismo, graças à virtude da heterodoxia espiritual do Homem Português.
Vemos por isso, na primeira madrugada de Maio, penduradas nas portas e janelas das casas e automóveis as tão famosas plantas, símbolo de favoráveis e fecundos auspícios, mas sobretudo de protecção.

sábado, 16 de abril de 2011

Cinema e Cinemas do Porto: o caso da Invicta Film

«Estávamos em Janeiro de 1913, no dia 16, um dia de Inverno rigoroso, e o 'Veronese' lutava contra as ondas na costa de Matosinhos. A forte agitação do mar e a força do vento empurravam o navio contra os penhascos da Praia da Boa Nova. Em terra iniciavam-se esforços para tentar salvar os passageiros e uma multidão curiosa e aterrada pela antevisão da tragédia ia-se acumulando na praia. Pertencente à companhia Lampord Holt Line, representada em Portugal pela firma Garland Laidiey, Lda., o 'Veronese' vinha de Liverpool, tinha feito escala em Vigo, onde embarcaram 100 passageiros, espanhóis, ingleses e alemães e ainda quatro portugueses. Quase todos eles tinham como destino portos do continente americano, nomeadamente do Brasil, Argentina e Venezuela. Ao tentar entrar em Leixões, o mau tempo e, sobretudo, a má iluminação daquele pedaço de costa portuguesa, conhecida no meio marítimo como a "dark land", levaram o barco contra os rochedos.»
Excerto de uma notícia publicada no Jornal da Região - Matosinhos.
Fotografia tirada em 1913 junto da ermida da Boa Nova, em Leça da Palmeira, aquando
do naufrágio do Varonese.
Acontecimento marcante para o concelho de Matosinhos, em particular na freguesia de Leça da Palmeira onde decorreu o acidente,  o naufrágio do Varonese fez história ao tornar-se num dos primeiros casos, senão o primeiro caso de um salvamento registado pelas câmaras de cinema. A transmissão das filmagens captadas pela histórica companhia cinematográfica portuense Invicta Film não foram naturalmente transmitidas em directo, dada essa impossibilidade técnica, ainda exclusiva da imaginação dos arautos da ficção científica, contudo, a sua reprodução haveria de conquistar as salas de cinema internacionais, rendidas ao pioneirismo daquelas imagens em movimento, representando um marco da história do cinema e um verdadeiro sucesso em termos de interesse e procura por parte de um público fiel à nova arte emergente.
Fundada em 1910 pelo produtor Alfredo Nunes de Matos, a Invicta Film constituiu mais um dos desconhecidos ou ignorados casos do pioneirismo português. Tendo iniciado as suas actividades através da produção de documentários de propaganda comercial, industrial e de actualidades várias, esta produtora cedo se associou àqueles que viriam a tornar-se os anos de ouro do cinema português, produzindo vários filmes de ficção, entre eles as adaptações cinematográficas de obras clássicas da literatura portuguesa, como é o caso de Os Fidalgos da Casa Mourisca, Amor de Perdição, O Primo Basílio, entre inúmeros outros.

Cartaz com várias produções da Invicta Film.

Tendo como objectivo a preservação da memória histórica desta importante produtora nacional, decorrerá esta tarde, pelas 17h, no auditório da FNAC do MAR Shopping, em Leça da Palmeira, uma apresentação a cargo de João Paulo Lopes, do Departamento Municipal de Arquivos da Câmara Municipal do Porto, subordinada à temática Cinema e Cinemas do Porto. Nesta comunicação serão abordados os primórdios da actividade cinematográfica portuense, com particular destaque o legado da Invicta Film.
A entrada é livre.