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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Debate no Porto acerca do "Mito do Progresso"

«A visão linear e uniforme do tempo do progresso não será já um resíduo da fé iluminista que definiu as grandes narrativas utópicas da Europa moderna? Não estaremos já em condições de compreender as consequências do projecto modernista com o triunfo do imperialismo ocidental, do capitalismo mundializado e da sua lógica sacrificial? Existirá afinal "progresso"?»
Excerto da introdução ao tema O Mito do Progresso

Fundação de São Paulo, obra do pintor brasileiro Antônio Parreiras (1913).

Afinal o que é o "progresso"? Existirá "progresso", ou não passará de uma mera conceptualização de um "novo mito" edificado pelo homem moderno? Insiste-se há muito em alguns velhos paradigmas que vão permitindo uma certa visão confortável, deturpada e maniqueísta da grande aventura humana. A ideia de uma ininterrupta evolução e constante progresso ético-humanístico do Homem encontra-se, desde há décadas, perfeitamente desajustada da realidade dos factos, comprovados empiricamente pelo mesmo positivismo que inicialmente legitimou a asneira reinante. Reproduzidas pelos sistemas de desinformação, estas ideias acabam por criar uma espécie de esquizofrenia colectiva, onde nem a própria noção de tempo permite dar azo a uma emancipação face ao preconceito que domina a sociedade contemporânea.
Sendo este um tema que importa discutir e debater, a antiga livraria Gato Vadio, agora convertida em Associação Cultural Saco de Gatos, organiza amanhã, dia 7 de Junho, pelas 22:00, mais uma sessão do seu Café Filosófico, subordinado ao tema O Mito do Progresso (Uncivilized Civilization). Moderado por Luís Carneiro, este debate é de acesso livre.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Biopolítica, Mass Media e Poder

«O que é fascinante nas prisões é que nelas o poder não se esconde, não se mascara cinicamente, mostra-se como tirania levada aos mais íntimos detalhes, e, ao mesmo tempo, é puro, é inteiramente "justificado", visto que pode inteiramente formular-se no interior de uma moral que serve de adorno ao seu exercício: a sua tirania brutal aparece então como dominação serena do Bem sobre o Mal, da ordem sobre a desordem.»
Michel Foucault em Microfísica do Poder.

(Clicar no cartaz para ampliar.)

A ascensão da sociedade massmediatizada e globalizada levou à ruptura com o mundo tradicional e os seus aspectos mais particulares, conduzindo a um mergulhar nas profundezas de uma nova idade das trevas dominada pela tecnologia semi-divinizada e torpes distopias quase utópicas, de carácter altamente especulativo, ligadas a teorias distorcidas que visam legitimar a anulação das elites legitimadas e sua respectiva hierarquia. O pós-modernismo acompanhou o processo de globalização que consigo trouxe o Caos, onde se enraizou o pós-marxismo, como uma apropriadora criatura camaleónica.
É a partir deste contexto que o investigador Luís Carneiro, membro do Instituto de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, irá apresentar amanhã, dia 31 de Março, pelas 21:30, na Universidade Popular do Porto, uma comunicação intitulada Biopolítica e dispositivos mediáticos: para uma descrição das relações de poder na contemporaneidade.
Integrada em mais uma Oficina do Pensável, esta  interessante e oportuna conferência, cuja temática a todos diz respeito, terá entrada livre, estando apenas sujeita a inscrição através do seguinte  endereço de correio electrónico: oficinasdopensavel@gmail.com.