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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Guerra Junqueiro e a ideia de Pátria

Nas vésperas do ano em que se celebrarão os centenários dos livros Arte de Ser Português de Teixeira de Pascoaes e O Valor da Raça do António Sardinha, vale a pena debruçarmo-nos sobre a seguinte reflexão acerca da ideia de Pátria - e o amor que lhe devemos -, concretizada por Guerra Junqueiro nas suas Prosas Dispersas:
«A Pátria mais perfeita será a mais local, pelo amor à gleba, e a mais universal, pelo amor ao mundo.
O Meu amor à Pátria começa nas amizades do meu corpo ao ar que respiro, à água que bebo, ao pão que me alimenta, ao fruto que desejo, à flor que me embalsama, à luz que me deslumbra. Depois, vem o amor à minha casa, desde os avós aos netos, dos berços aos sepulcros. Depois, o amor à minha aldeia, - choupanas e cavadores, a igreja de Deus ao centro e o cemitério ao lado. Depois do amor à província, à região, à Pátria toda, - aos mortos, aos vivos e aos vindouros.
»
Guerra Junqueiro (1859-1923).

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Entre António José de Brito e Slavoj Žižek

Cada vez mais se tem falado na importância e pertinência do valor da intransigência enquanto condição fundamental para uma sobrevivência honrada na sociedade contemporânea. Democratas, liberais, marxistas e pós-marxistas procuram justificar estas suas aparentes novas posições com leituras dedicadas a autores como o filósofo-pop e pós-marxista Slavoj Žižek. Desta maneira, impõe-se a defesa do legado do Professor António José de Brito que, há trinta e nove anos, num momento bastante negro e sensível da nossa História, numa altura muito pouco dada a galanteios face às formas de pensamento totalitárias, corajosamente, do ponto de vista físico e intelectual, fez publicar uma obra fundamental sobre este tema, mas intencionalmente esquecida e abafada pelos interesses então estabelecidos. Referimo-nos, claro está, aos Diálogos de Doutrina Anti-Democrática.
É curioso constatar que em Portugal certos postulados apenas passem a ser considerados universais após receberem o timbre de pensadores estrangeiros de matriz internacionalista. Mais do que um simples acto de má-fé, este parece-me um claro exemplo de ignorância sectária: Reds don’t read!

À esquerda o pensador esloveno Slavoj Žižek, à direita o filósofo português António José de Brito.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Entrepoemas

«Entrepoemas é um estado afectivo.
Uma sobreimpressão de imagens, lembranças e pensamentos.
Talvez seja apenas um lugar do devir.
Uma espécie de tela onde figuram os luxos da alma.
Um dia chamar-lhe-ei amoris causa.
»
J. Alberto de Oliveira na apresentação de Entrepoemas

Muitos conhecerão, certamente, J. Alberto de Oliveira como padre franciscano, ou enquanto a alma responsável pelo curiosíssimo Almanaque de Santo António que, à maneira dos velhos almanaques do século XIX e da primeira metade do século XX, continua hoje a informar-nos dos usos e costumes agrícolas, das marés, da passagem das estações, narrando-nos histórias, desafiando-nos para charadas, ou contanto anedotas de sabor popular. Porém, a sua sensibilidade poética e o amor pela Língua Portuguesa são qualidades que vêm de igual modo ao de cima quando com ele conseguimos travar amizade, descobrindo-o com mais cuidado em todo o seu perfil e ser.
Autor de uma vasta obra literária e poética, J. Alberto de Oliveira tem agora em mãos o seu último livro de poesia, intitulado Entrepoemas, publicado pelas Edições Afrontamento. A sessão de lançamento deste livro terá lugar no próximo dia 23 de Outubro, pelas 21:30, no auditório da FNAC do MAR Shopping, em Leça da Palmeira. A apresentação da obra ficará ao cargo de Maria Bochichio, Professora da Universidade de Coimbra e da Universidade de Genebra. Como não poderia deixar de ser, esta sessão terminará com a leitura de alguns poemas.
A entrada é livre.

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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Sessão dupla na sede do Círculo António Telmo

De regresso com mais uma actividade, o Círculo António Telmo promove, no próximo dia 18 de Outubro, pelas 18:00, uma sessão dupla com Pedro Sinde e Renato Epifânio. Os oradores propõem-se apresentar, respectivamente, o livro Sete Sábios Portugueses e o 14.º número da revista Nova Águia.
Publicada pela editora Tartaruga, a obra Sete Sábios Portugueses - da autoria de Pedro Sinde -, constitui uma das publicações mais interessantes dos últimos tempos, no âmbito da Filosofia Portuguesa. Centrado nas personalidades de António Telmo, Agostinho da Silva, Álvaro Ribeiro, José Régio, Teixeira de Pascoaes, Guerra Junqueiro e Sampaio Bruno, este livro aborda o coração e a alma da Filosofia Portuguesa na sua maior pureza, longe da corruptibilidade do academismo imposto pela universidade e pelos investigadores que se pautam por um pensamento marcadamente anti-português.
Quanto à Nova Águia, trata-se de uma publicação semestral que dispensa qualquer tipo de apresentações, sendo desde 2008, «a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português.» Neste 14.º número o destaque vai para os 80 anos da Mensagem de Fernando Pessoa, uma das obras mais marcantes do século XX português. 
Este encontro terá lugar na Casa do Bispo, sede do Círculo António Telmo, em Sesimbra, sendo a entrada livre e aberta a toda a comunidade. Não percam!

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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Salazar e Maurras na Argentina

«Diante de tanta traição, tanta apostasia, tanta ignomínia, tanta passividade e tanta dissolução do carácter nacional, cumpre inquirir se o consulado de Salazar não foi - "somente" - uma barragem temporária contra o declínio inelutável da Nação Portuguesa.»
Marcos Pinho de Escobar em Salazar, Antologia de Depoimentos.

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Perfiles maurrasianos en Oliveira Salazar é o título do último livro de Marcos Pinho de Escobar. Um conhecido investigador português que, recentemente, concluiu na Argentina uma tese de doutoramento dedicada à influência de Charles Maurras no pensamento político de António de Oliveira Salazar. 
No próximo dia 24 de Julho, a poucos dias do 44.º aniversário do falecimento do estadista português, esta obra será apresentada em Buenos Aires, na Argentina. Para além da presença do autor, esta cerimónia de lançamento contará ainda com a participação de Luis María Bandieri, Antonio Caponnetto, Vicente Massot e o convidado de honra, Alfredo Sáenz. 
Resta apenas saber para quando estará agendada a publicação entre nós deste interessante estudo de Marcos Pinho de Escobar. Impõe-se uma edição desta obra na língua de Salazar. 

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Apresentação: Uma Introdução ao Esoterismo Ocidental e suas Iniciações

«A esta preparação se chamava, e chama, iniciação. E esta iniciação é ela mesma gradual em todos os mistérios...»
Excerto do texto Subsolo da autoria de Fernando Pessoa.

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Nos dias que correm, falar em esoterismo e iniciação poderá causar uma certa estranheza a muitas pessoas. Trata-se de uma terminologia que hoje pouco ou nada diz aos indivíduos, não obstante o facto destes conhecerem os vocábulos e com eles se relacionarem, directa ou indirectamente, no seu dia-a-dia. Associado a uma fonte de conhecimento primordial, o esoterismo conjuga as vias iniciáticas que permitem, passo após passo, alcançar esse mesmo conhecimento. Associado a uma série de tradições que acabam por desaguar no grande oceano da Tradição, o esoterismo mantém uma presença bem sedimentada na civilização ocidental, impondo-se o seu conhecimento por motivos espirituais e identitários.
No próximo dia 20 de Maio, pelas 18:30, decorrerá no El Corte Inglés de Lisboa a sessão de lançamento da mais recente obra de José Manuel Anes, intitulada Uma Introdução ao Esoterismo Ocidental e suas Iniciações. Publicado pelas edições Âmbito Cultural, este livro será apresentado por Fernando Seara.
Trata-se de um evento de entrada livre, estando aberto a toda a comunidade.

quinta-feira, 27 de março de 2014

A nossa "ditadura" durante os anos 1940

Insiste-se, repetidamente, no terrível obscurantismo dos "anos de Salazar". No entanto, a verdade mostra-se bem diferente daquela que a História oficial do regime dos últimos quarenta anos procura fazer vincular. 
Não faltam provas e testemunhos capazes de comprovar o brilho e a centralidade de Portugal durante a época em questão. O período durante o qual decorreu a II Grande Guerra constitui disso um exemplo paradigmático. Enquanto a Europa ardia no mais violento episódio da sua grande guerra civil e o mundo perdia o Norte perante o crescimento hegemónico dos imperialismos norte-americano e soviético, Portugal soube manter-se fidelíssimo a si mesmo, preservando o seu espírito, os seus valores, a sua cultura e, acima de tudo, a sua independência. 
Fomos durante aqueles turbulentos anos o rosto do exemplo e da esperança para o mundo, cultivando a cultura e civilização, onde outros apenas conseguiam fazer prosperar a miséria e a barbárie. Não será por isso de estranhar que a esta nossa Pátria, livre e independente, chegassem refugiados vindos dos mais diversos locais. Entre estes, os muitos intelectuais que por cá passaram gozavam de plenas liberdades, podendo desenvolver os seus trabalhos, criando redes de contactos que, não raramente, se estendiam aos nossos próprios artistas, sábios e homens de cultura. 
Aos menos convencidos aqui fica um exemplo que atesta esta nossa reflexão:
«Conheci ontem, em casa do António Ferro, Ortega y Gasset. Que conversa apaixonante! Como vai ficar muito tempo em Portugal, espero estabelecermos uma relação de verdadeira amizade. Falou-me no livro - fabuloso! - que escreve.»
Mircea Eliade na entrada de 27 de Março de 1942 do seu Diário Português

Panorama da capital portuguesa em vésperas da II Guerra Mundial.

terça-feira, 25 de março de 2014

É a Hora!

«É esse fraterno despertar da consciência que, emergindo deste "Nevoeiro" que ora somos, pode ser a aurora do (des)cobrimento Sol invicto de um Novo Dia.»
Paulo Borges na introdução da obra É a Hora!

(Clicar na imagem para ampliar.)

A publicação da Mensagem de Fernando Pessoa constitui um dos momentos de maior elevação espiritual no contexto da cultura portuguesa no século XX. Obra incontornável na História da nossa poesia, encerra nos seus versos um conjunto de misteriosas cifras associadas ao passado e ao futuro de um Portugal caracterizado por duas dimensões: histórica e anistórica. É a Hora!, o mais recente livro de Paulo Borges, propõe-nos uma chave para a leitura desta enigmática obra.
Indo de encontro às correntes despiritualizadas que caracterizam os actuais poderes instalados e o seu respectivo sistema, muitos intelectuais da nossa praça parecem conscientemente esquecer-se de que a Mensagem foi, efectivamente, o único livro que Fernando Pessoa publicou em vida. Ao contrário do que a cultura dominante afirma, este livro não representa de modo algum uma obra menor dentro do panorama literário nacional e muito menos no contexto geral do universo pessoano. Coroando o seu lado de nacionalista místico, a Mensagem apresenta-nos um Fernando Pessoa mitogenista e profético, revelador de um Portugal perene e arquetípico. O enigma e o mistério dominam assim a natureza desta obra, suscitando as mais complexas leituras e interpretações.
Tendo chegado às livrarias em finais de 2013, na véspera do primeiro centenário da obra Mensagem, o ensaio É a Hora! de Paulo Borges, publicado pela Temas e Debates / Círculo de Leitores, nasce de um profundo contacto desenvolvido e cultivado ao longo de mais de três décadas pelo seu autor face àquela obra de Fernando Pessoa. Um diálogo estreito mas labiríntico que nos leva a meditar acerca das leituras e interpretações profético-mitológicas, simbólicas e histórico-filosóficas levadas a cabo por um dos mais importantes nomes vivos da filosofia portuguesa.
Paulo Borges surge hoje associado a diversas dimensões da nossa vida pública. Conhecido como Professor, activista, político e filósofo, o seu nome inscreve-se nos anais da cultura nacional desde finais dos anos 1970. Desde então o seu percurso tem sido trilhado no sentido de uma demanda pelo saber e o conhecimento, sempre numa perspectiva indissociável da busca e revelação do espírito. Partindo do particular para o universal, é na esteira desta mesma tradição filosófica e sua respectiva operatividade que nasce a obra É a Hora!, reveladora de uma revolucionária interpretação da mensagem da Mensagem. Segundo o autor, «o espírito desta obra visa que, ao lê-la e compreendê-la, sejamos movidos para fazer aqui e agora alguma coisa de essencial, sermos agentes de uma transformação profunda, de nós mesmos, de Portugal e do mundo.» Esta é a essência fundamental deste livro que, para além do desvelamento dos símbolos, mitos e arquétipos que encontramos na Mensagem, impede que os mesmos cristalizem, mantendo-os vivos, através da tentativa da sua renovação.
Sendo É a Hora! uma obra de comentário e interpretação da Mensagem, nela reproduzem-se integralmente os poemas que a constituem, respeitando-se a sua ortografia original, tal como foi publicada em 1934. Outra importante nota quanto à ortografia recai sobre o próprio conteúdo filosófico-ensaístico de Paulo Borges que, naturalmente, não obedece ao novo acordo ortográfico. Um pequeno grande pormenor que contribui para a excelência de um dos mais interessantes livros recentemente publicados no âmbito dos estudos pessoanos.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Amorim de Carvalho: Tese e Antítese!

Amorim de Carvalho, director da histórica revista Prometeu, é para muitos ainda um nome desconhecido, ou pouco familiar. Contudo, o alcance da sua obra é bastante vasto, abrangendo áreas como a poesia, literatura e filosofia, às quais prestou relevantes contributos, tanto numa perspectiva crítico-ensaística, como criadora. A sua obra e memória têm sido preservadas e divulgadas através da Fundação da Casa Amorim de Carvalho. Uma instituição fundada no Porto em 1980, dedicada ao estudo e conservação do espólio do seu patrono. 
Ao longo dos últimos tempos, a Casa Amorim de Carvalho tem promovido vários encontros e conferências, bem como publicado algumas das suas obras. O próximo encontro organizado por esta fundação está marcado para Quarta-Feira, dia 12 de Março, pelas 18:00, na FNAC da Rua Santa Catarina, no Porto. O orador, Júlio Amorim de Carvalho, administrador da Casa Amorim de Carvalho, fará a apresentação da obra Tese e Antítese, numa sessão marcada pela abordagem dos seguintes temas amorinianos: Uma nova interpretação dialéctica da realidade, A realização da tese na subjectividade, O nada e a origem do mundo, A criação do mundo por Deus, O mundo sem origem, Crítica da dialéctica Hegeliana e Da etnia à cultura de civilização.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade!

(Clicar na imagem para ampliar.)

domingo, 27 de outubro de 2013

Comer o que se cultiva

A maquinação da presente crise económica precipitou a falência do paradigma consumista e tecnológico, definidor do chamado mundo moderno. A época do consumo em massa e das ilusões cosméticas, capazes de travestir a felicidade num mero sinónimo de abundância, parece estar, finalmente, a chegar ao fim. Porém, numa sociedade tendencialmente urbana e à espera da sua queda, urge preparar as nossas comunidades para o regresso à terra.
De alguns anos a esta parte têm surgido diversas comunidades e publicações que defendem e promovem um regresso sustentado à terra, apontando alternativas às artificiais tendências “industrializadoras” das políticas agro-alimentares. O desrespeito pela natureza, em nome dos mais obscuros interesses económicos, por norma encapotados por facciosos “estudos científicos” e uma nociva noção de “progresso”, têm paulatinamente “persuadido” vários governos mundiais a conceder uma primazia sobre o uso dos transgénicos, incluindo a manipulação e patenteação de sementes por parte de várias empresas, numa crescente e turbulenta espiral de loucura, coroada pela privatização de outros recursos naturais, tão fundamentais como, por exemplo, a água. Já no século XIX, um célebre livro denunciava o domínio sobre a fome, como um instrumento fundamental para o controlo do poder sobre as massas. Nessa medida, dada a inexistência de uma auto-suficiência alimentar em países como Portugal, estimular a produção de uma forma natural e sustentada equivale a um reassumir da liberdade, ou a uma nova presúria, lembrando as sapientes palavras de Adriano Moreira, proferidas a 28 de Maio de 2012 na Faculdade de Letras da Universidade do Porto: «Terra que não cultivamos e que não pisamos não nos pertence.»
Teorizações à parte, o livro Faça a sua horta biológica de Gayla Trail, recentemente publicado pelo Círculo de Leitores, revela-se um interessante manual prático de introdução à horticultura biológica, abordando de um modo simples e esclarecedor a simplicidade da permacultura, bem como da possibilidade do seu incremento em pequenos espaços urbanos. Na verdade, este livro, aparentemente inocente, pode ser de igual modo tomado como um manual de sobrevivência e reaprendizagem para o homem urbano, cada vez mais consciencializado para a necessidade do regresso ao campo. A sua autora, responsável pelo conhecido sítio de Internet yougrowgirl.com e colaboradora de alguns periódicos como o New York Times, Newsweek, Budget Living e Ready Made, é, há mais de uma década, uma entusiasta da horticultura biológica desenvolvida nos espaços urbanos, estimulando não só a auto-suficiência, mas também a criatividade.

Gayla Trail, autora da obra.

Profusamente ilustrada, esta obra contém não só dicas práticas quanto ao cultivo e manutenção da terra e respectivas sementes, como avança com algumas explicações primárias, mas absolutamente indispensáveis, para quem nunca plantou qualquer tipo de plantas, sejam elas legumes, frutos, ervas aromáticas ou flores comestíveis. Outro aspecto curioso que não foi esquecido pela autora prende-se com o problema do armazenamento e conservação dos produtos após a sua colheita, ou as considerações que a mesma teceu quanto ao modo de confeccionar determinados pratos, recorrendo apenas ao que se cultivou na exiguidade das actuais habitações urbanas.
A publicação de Faça a sua horta biológica segundo o novo acordo ortográfico revela-se o único ponto negativo deste livro que, caso seja lido com o devido cuidado, poderá finalmente impelir muitos dos seus leitores ao início de uma actividade auto-sustentável, a partir dos pequenos espaços das suas casas, sem que haja sequer necessidade da existência de um quintal. O terraço, a varanda, o telhado, o alpendre, o parapeito da janela, ou a simples floreira são aqui apresentados como verdadeiras hortas biológicas em potência. Para além da rentabilização económica, deve-se ainda considerar os vários benefícios para a saúde resultantes das práticas abordadas nesta obra que, definitivamente, reaproximam o homem da terra, das suas raízes e, consequentemente, da sua própria natureza.

Capa do livro Faça a sua horta biológica.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Bibliotecas portuguesas entre as mais espectaculares do mundo

O artigo foi recentemente divulgado no sítio oficial do jornal The Telegraph, transformando-se de imediato num fenómeno de popularidade nas redes-sociais. Nele consta uma lista elaborada por aquele periódico, contendo fotografias e breves descrições de 16 das mais espectaculares bibliotecas do mundo. Entre elas encontram-se duas bibliotecas portuguesas: a Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra e a Biblioteca do Palácio Real de Mafra.
O motivo de orgulho, não sendo de minimizar, deverá servir para consciencializar a nossa comunidade para a beleza, excelência e imperiosa importância do nosso património, tantas vezes negligenciado e esquecido por uma questão de mera incultura.
Temos tudo quando temos Portugal!

(Clicar na imagem para aceder ao artigo na página oficial do The Telegraph.)

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Fado, Saudade e Mistério

«No fado os Deuses regressam legítimos e longínquos. É esse o segredo sentido da figura de El-Rei D. Sebastião.»
Fernando Pessoa em Sobre Portugal - Introdução ao Problema Nacional

O Fado e a Saudade constituem dois elementos identificadores da Alma Portuguesa. Não estando obrigatoriamente relacionados, o casamento entre ambos os sentimentos, ou categorias do Ser, incorporam uma parte importante da nossa cultura. A sua origem perde-se na alvorada dos tempos, alimentando as arcanas raízes da nossa personalidade colectiva, contribuindo definitivamente para o animar do grande e misterioso génio português. 
Como o próprio nome indica, o mais recente livro de Rémi Boyer, intitulado Fado Saudade & Mystery e prefaciado por Kátia Guerreiro, aborda exactamente esta problemática, associando-a ao Amor de Portugal. A sua apresentação será feita hoje, dia 24 de Outubro, pelas 18:30, na FNAC do Colombo, em Lisboa. Esta sessão de lançamento contará com a presença do autor e dos seus editores, cabendo as honras de apresentação a Rodrigo Sobral Cunha.
A entrada é livre.

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sábado, 12 de outubro de 2013

Noemas de Filosofia Portuguesa

«Mas a todos os que sabem que o noema é possível, a Filosofia Portuguesa saúda fraternalmente e reafirma: todo o noema é vidência ou audiência, em suma, acto da consciência dado pela Graça Divina. Não se alcança pela Vontade, mas recebe-se pelo Amor.»
João Seabra Botelho no prefácio ao livro Noemas de Filosofia Portuguesa

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A operatividade da Filosofia Portuguesa é tantas vezes contestada, como a sua própria existência. No entanto, engana-se quem desdenhosamente questiona a nossa tradição filosófica, remetendo-a, como que complexadamente, para uma falsa condição de “parente pobre da Filosofia”. Denunciando esta situação, Miguel Bruno Duarte demonstra de que forma nomes como Leonardo Coimbra, Álvaro Ribeiro, ou Orlando Vitorino, representaram uma linhagem filosófica nacional, absolutamente coadunável com as necessidades políticas e identitárias do Portugal contemporâneo.
Recentemente publicado no Brasil, através da editora É Realizações, Noemas de Filosofia Portuguesa é o primeiro livro de Miguel Bruno Duarte, um dos mais acérrimos defensores da Filosofia Portuguesa da actualidade. Nesta obra, assistimos a uma pertinente revisitação do velho problema da Universidade em Portugal. Uma instituição que, segundo o autor, se transformou durante o período pombalino no «maior inimigo da Cultura Lusíada», tornando-se num foco de infiltração de correntes estrangeiradas contrárias à nossa tradição, tais como o iluminismo, o positivismo e o socialismo.
Advogando a tese de Álvaro Ribeiro, segundo a qual Deus, Filosofia Portuguesa, escola portuguesa e política portuguesa constituem realidades que se devem interligar entre si, Miguel Bruno Duarte confia a sua esperança no futuro nacional a Aristóteles e à tradição portuguesa. Desse modo, abraça a Filosofia Portuguesa como uma porta para a vida e para o espírito, invocando o aristotelismo de inspiração arábica de Pedro Hispano, o pensamento neoescolástico conimbricense, ou os princípios filosóficos patentes em obras como a Arte de Filosofar de Álvaro Ribeiro. Dividida em duas partes distintas – Queda Vertical e Esperança – a obra de Miguel Bruno Duarte comprova a operatividade da Filosofia Portuguesa, questionando a «cultura inculta dos poderes institucionalizados», denunciando a planificação do ensino em Portugal, nomeadamente, da Filosofia. Esse ramo do saber sem o qual «a razão humana decai, numa primeira instância, no vício positivista para, finalmente, sucumbir perante as destruições morais, políticas e económicas do socialismo».
O autor, assumindo-se como um discípulo do nosso saudoso filósofo Orlando Vitorino, mantém-se fiel a uma linha combativa, dura e militante, incapaz de permitir qualquer concessão ao inimigo por detrás da sua linha de fogo. Ao longo da leitura desta obra, é notório o valor da coragem e da intransigência no espírito guerreiro do seu autor, revelados pela forma como este não se compadece face aos adversários e detractores da Cultura Lusíada. Detentor de uma prosa à qual os alinhados pelo sistema apelidam de "politicamente incorrecta", ele não cede jamais à ideologia dominante, nem a qualquer tipo de preconceitos e estereótipos históricos, filosóficos, ou políticos, advindos daquilo a que Orlando Vitorino chamou um dia de «cultura triunfante».
Actual e incisivo nas críticas e soluções que aponta, este livro desvenda caminhos, propondo algumas orientações práticas para o reerguer de Portugal, tendo por base o reencontro com a nossa tradição. Assim, a sua leitura estabelece-se como essencial num contexto de luta contra o pensamento materialista e o marxismo cultural.
Publicada com a ortografia brasileira, esta obra não tem ainda distribuição no nosso país, pelo que se impõe, urgentemente, uma edição portuguesa.

sábado, 10 de agosto de 2013

Os nossos "dias do lixo"

«Dias em que todos sabemos o que é preciso fazer, dias em que o que é preciso fazer ganha uma urgência enorme, dias em que todos os que podiam fazer alguma coisa se obstinam em fazer exactamente o contrário do que deviam, perante a indignação, a impotência, o desespero dos cidadãos. Dias em que já nem sequer se pode falar de irresponsabilidade, mas de perversidade.»

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“Dias do lixo” foi a expressão cunhada por José Pacheco Pereira para descrever a actualidade político-social de um Portugal circunscrito e limitado à pequenez estéril da sua presente classe política. Uma expressão que, além de integrar o título do seu último livro – Crónicas dos dias do lixo –, reflecte um julgamento crítico e acusatório do autor face ao gradual processo de destruição nacional levado a cabo durante o final da governação de José Sócrates e a suposta era “refundadora” de Pedro Passos Coelho.
Logo nas primeiras páginas do seu livro, José Pacheco Pereira explica de forma simples e concisa a escolha do título: «Dias do lixo, para não usar uma expressão mais forte, porque é o que eles são.» Publicada pela Temas e Debates / Círculo de Leitores, esta obra colige um conjunto de textos e de crónicas publicadas entre 2010 e os inícios de 2013 no jornal Público, na revista Sábado e no blogue Abrupto, bem como alguns inéditos só agora divulgados publicamente.
O autor destas crónicas dispensa apresentações. Assumindo-se hoje como um ex-político, outrora deputado à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu, o bibliómano, também professor do ISCTE, é hoje um reconhecido cronista e “opinion maker” na nossa imprensa escrita e televisão. Facto que, conhecendo-se a essência da sociedade massemediatizada do espectáculo, o coloca numa posição de proa na hierarquia política contemporânea. Assim, não nos equivocamos ao olhar as reflexões apresentadas nesta obra como parte integrante de um acto político levado a cena semana após semana, crónica após crónica.
Efectivamente, não obstante a natureza diversificada dos textos que integram o corpo constituinte deste livro, abordando temáticas ligadas à sociedade, economia e cultura, numa perspectiva nacional e internacional, é indiscutível o fundo político que estes encerram. Crónica panfletária, maquiavelismo político, “agit prop”, ou mero “realpolitik”? Caberá ao leitor ditar a melhor classificação deste olhar sobre os nossos “dias do lixo” que, estando longe de ter tido a sua génese durante o período de governação de José Sócrates, não conhecerão, infelizmente, o seu fim com a actual experiência governativa de Pedro Passos Coelho. Afinal, conforme nos adverte José Pacheco Pereira, com os portugueses em morte cerebral, esses filhos de um Portugal que mais parece um Weimarzinho, estamos condenados a um rotativismo político crónico, absolutamente compatível com a nossa condição de protectorado face à União Europeia.
Por último, não podemos deixar de fazer uma referência à nota introdutória do autor, concernente à ortografia em que a obra foi publicada. Conhecido pela sua convicta oposição face ao AO90, não deixa de nos chocar a missiva com que termina a sua introdução às Crónicas dos dias do lixo, pedindo desculpa aos leitores pela “bizarra ortografia em que vão ler estas palavras”, assumindo essa concessão aos editores pelo mérito de terem “aceitado publicar este livro no árido deserto editorial destes dias.”
Obra de inquestionável valor e interesse, reveladora no seu conteúdo de uma consistente liberdade política e intelectual, merecia na sua ortografia evidenciar também a tão louvável consciência e independência do seu autor.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Lançamento de obra de homenagem a Pinharanda Gomes

«O labor imenso de Pinharanda Gomes, não sendo nunca isolado, constitui ainda assim um contributo sem par, responsável também por uma fecunda emulação, de que resultaram obsoletas muitas objecções contra a nossa tradição especulativa.»
 Joaquim Domingues em Um português peregrino.

Capa do mais recente livro de homenagem a
Pinharanda Gomes.

Esta Quarta-Feira, dia 24 de Julho, pelas 18:30, será apresentada no Porto, na Avenida dos Aliados, no auditório da iniciativa Letras na Avenida, a obra colectiva Estudos e Testemunhos sobre a Obra e o Pensamento de Pinharanda Gomes. Publicado pela Zéfiro, na Colecção Nova Águia, este livro reúne um conjunto de textos e ensaios da autoria de diversos investigadores, sobre um dos principais mestres e hermeneutas vivos do pensamento filosófico português – Pinharanda Gomes –, recentemente homenageado pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
A apresentação da obra ficará a cargo de Renato Epifânio, contando-se ainda com as presenças de José Acácio Castro, Celeste Natário e do próprio Pinharanda Gomes que falará, com a sua habitual clareza e sabedoria, acerca da designada Escola do Porto, ou Escola Portuense. Esse elemento percursor do Movimento da Filosofia Portuguesa, nascido da influência de pensadores nortenhos como Sampaio Bruno, Leonardo Coimbra, Teixeira de Pascoaes, ou Teixeira Rego, bem como do magistério da primeira Faculdade de Letras do Porto, de onde saíram e a partir da qual se destacaram importantes vultos da cultura e da Filosofia Portuguesa como Álvaro Ribeiro, José Marinho, Delfim Santos, ou Agostinho da Silva.
Organizado pelo Grupo de Investigação “Raízes e Horizontes da Filosofia e da Cultura em Portugal” da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e pelo Centro de Estudos de Pensamento Português da Universidade Católica do Porto, este encontro visa estimular uma aproximação da sociedade à cultura nacional e, nomeadamente, à Filosofia Portuguesa.
A entrada é livre.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Inauguração do espaço A Casa

Numa sociedade intelectualmente esclavagista, pré-configurada para um funcionamento e pensamento conforme as regras estabelecidas, onde a livre iniciativa permanece, na esmagadora maioria das vezes, cativa dos apoios e do controlo do Estado, os meios culturais não-conformes acabam por ser privados no acesso ao espaço-público e, consequentemente, arredados das grandes discussões. Cabe por isso aos verdadeiros livres-pensadores acharem formas de romper esse longo bloqueio cultural marxista, acentuado entre nós com o golpe de Estado de 1974. Portugal tem felizmente um conjunto de intelectuais, pensadores, homens de cultura que, não obstante as suas diferenças, poderão através do poder da acção marcar uma época de mudança. Uma nova era de prosperidade, onde todos os portugueses pudessem recuperar o verdadeiro sentido e a Graça de se ser Português.
Parafraseando o pensador italiano Antonio Gramsci, não existe um domínio político, ou económico, sem um domínio cultural. Neste capítulo o semanário O Diabo, juntamente com outras publicações periódicas como, por exemplo, a revista Finis Mundi, têm conseguido defender uma frente cultural pró-Portugal e pró-Portugalidade, sem nunca cair num isolacionismo que, em boa verdade, sempre foi contrário à nossa tradição histórica e cultural. Para além das publicações periódicas devemos ainda destacar o esforço individual e colectivo de algumas pessoas que, às suas custas, imbuídos por um espírito de militância em prol de uma causa maior, se desdobram entre projectos editoriais ou associativos, do qual não poderíamos deixar de destacar a recém-reactivada Terra e Povo.
Subsistiu até agora o velho problema do espaço físico. A ausência de um local de encontro, debate e comunhão onde o calor humano pudesse ser sentido, numa época em que o nosso olhar se perde mais depressa num ecrã de computador do que nos olhos de um amigo, ou camarada. É neste contexto que nasce o projecto A Casa. Vagamente inspirado pelo projecto da Casa Pound em Itália, este visa desenvolver essa experiência em Portugal, oferecendo à comunidade em que se insere um espaço de encontro, livre, aberto à congregação intelectual e cultural. 
A Casa será inaugurada no próximo dia 6 de Julho, pelas 17:00, estando agendada como a sua primeira actividade o lançamento da obra Fascismo Revolucionário de Erik Norling, recentemente publicada pelas edições Contra Corrente e cuja apresentação ficará a cargo de João Franco. 
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade! 

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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Cronologia da Monarquia Portuguesa

«A cronologia é uma das bases essenciais da História. Sendo esta a ciência que busca o conhecimento e a compreensão do Passado, a História constrói os modelos interpretativos sobre as dinâmicas do Tempo. Ontem, como hoje, é na sucessão dos acontecimentos que buscamos os factos que marcaram a vida dos indivíduos e das sociedades que estudamos. Identificamo-los, isolamo-los, e logo os relacionamos com outros, buscando semelhanças e originalidades que nos possibilitem distinguir continuidades e mudanças, compreender a vontade de personalidades ou os comportamentos colectivos.»
Excerto da introdução da obra Cronologia da Monarquia Portuguesa.
  
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Algumas das mais importantes obras da historiografia contemporânea portuguesa têm vindo a lume graças ao projecto editorial do Círculo de Leitores. Desde a História de Portugal organizada por José Mattoso, passando pela História da Expansão Portuguesa dirigida por Francisco Bethencourt e Kirti Chaudhuri, até às recentes biografias dos reis e rainhas de Portugal, devemos àquele grupo a publicação de dezenas de títulos dedicados à nossa História. A Cronologia da Monarquia Portuguesa é o mais recente desses volumes.
Articulando-se com as duas monumentais colecções subordinadas aos reis e rainhas de Portugal, responsáveis pelo impulsionar de um importante surto de estudos biográficos na historiografia nacional, esta cronologia promove uma dinâmica em torno da leitura e interpretação dessas recentes monografias. A Cronologia da Monarquia Portuguesa, da autoria de Artur Teodoro de Matos, João Paulo Oliveira e Costa e Roberto Carneiro, acompanha todas as nossas dinastias desde o nascimento de D. Afonso Henriques até à proclamação da República em 1910, durante o reinado de D. Manuel II. Organizado a partir das biografias dos nossos monarcas e rainhas, este livro parte essencialmente dos episódios que mais marcaram a nossa monarquia, destacando-se as vivências familiares juntamente com os seus nascimentos, casamentos, mortes, alianças, batalhas, feitos e desventuras.
Correspondendo cada capítulo a um reinado, este trabalho procura destacar não só os principais factos e episódios da monarquia portuguesa, como também outros importantes acontecimentos ocorridos a nível internacional. Esta análise transversal, feita essencialmente com a história da velha Europa, permite aos investigadores, ou meros leitores, uma rápida contextualização da mundividência de cada um dos períodos tratados, proporcionando deste modo uma melhor e mais clara interpretação dos factos.
Relativamente à sua leitura, esta obra reúne a particularidade de poder ser utilizada de modo ambivalente, seja como livro de consulta, resultando numa útil ferramenta para qualquer estudante ou investigador debruçado sobre a temática da História de Portugal, ou como um livro de leitura perfeitamente convencional. Nesse domínio, a simples leitura da Cronologia da Monarquia Portuguesa permite, até aos leitores mais eruditos, aceder a algumas enriquecedoras curiosidades históricas.
Recomendada a todos os apaixonados e interessados na nossa história, esta obra tem como principal ponto negativo a ortografia adoptada, estado publicada segundo o novo acordo ortográfico. Uma opção editorial que esperamos possa vir a ser reequacionada num futuro próximo por parte da direcção do Círculo de Leitores.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Grandes Chefes da História de Portugal apresentados no Porto pelo Bispo do Porto, Dom Manuel Clemente

Depois de um lançamento em Lisboa que contou com a intervenção de Jaime Nogueira Pinto, o Grupo de Investigação Raízes e Horizontes da Filosofia e da Cultura em Portugal do Instituto de Filosofia da FLUP (Faculdade de Letras das Universidade do Porto), em conjunto com a Texto Editores, organizam uma segunda sessão de apresentação da obra Grandes Chefes da História de Portugal.
Contando com a presença de Maria de Fátima Marinho, Directora da Faculdade de Letras, bem como de Ernesto Castro Leal e José Pedro Zúquete, coordenadores desta obra, a apresentação ficará a cargo de Dom Manuel Clemente, Bispo do Porto e Prémio Pessoa em 2009.
Esta sessão realizar-se-á Quarta-Feira, dia 17 de Abril, pelas 17h30, na Sala de Reuniões da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. A entrada é livre, sendo no final servido um Porto de Honra a todos os presentes.

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terça-feira, 26 de março de 2013

Fernando Pessoa e o Quinto Império na Casa Fernando Pessoa

«Na nossa interpretação, a concepção de Pessoa sobre o Quinto Império, ao nível do conteúdo místico-messiânico, configura acusar uma certa interlocução com autores e/ou correntes messiânicas, nacionais e estrangeiras.»
Afonso Rocha em Fernando Pessoa e o Quinto Império - Vol. II. 

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Conforme foi já aqui descrito, a obra Fernando Pessoa e o Quinto Império, constituída por dois volumes da autoria de Afonso Rocha, marca indirectamente o regresso deste investigador a Sampaio Bruno, através de uma leitura bastante pessoal do pensamento filosófico-esotérico de Fernando Pessoa. Publicada pela UC Editora e recentemente lançada na Universidade Católica do Porto, esta obra será agora apresentada por Manuel Ferreira Patrício na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, na próxima Quinta-Feira, dia 28 de Março, pelas 18:30. Neste evento estará também presente o autor da obra que proferirá algumas palavras acerca desta e do processo que lhe deu origem.
A entrada é livre e aberta a todos os interessados.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Fernando Pessoa e o Quinto Império

«Se se quiser reforçar através da obra de Pessoa, poesia ou prosa, o que se vem dizendo sobre o carácter "iniciático" e "templário" da sua posição religioso-esotérica, constatar-se-á que não é grande a penosidade que inere a uma tal decisão. Com efeito, é sem grandes delongas que se constata que Pessoa exprimiu o seu misticismo esotérico, quer nos seus poemas, quer no seu pensamento em prosa.»
Afonso Rocha em Fernando Pessoa e o Quinto Império - Vol. I

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Em 2011 Afonso Rocha recebeu o Prémio António Quadros, da Fundação António Quadros, pela obra Natureza, Razão e Mistério. Para uma leitura comparada de Sampaio (Bruno), publicada pela INCM (Imprensa Nacional-Casa da Moeda). Com o seu novo livro Fernando Pessoa e o Quinto Império, uma obra em dois volumes, Afonso Rocha regressa indirectamente a Sampaio Bruno, através de uma leitura bastante pessoal do pensamento filosófico-esotérico pessoano.
Recentemente publicada pela UC Editora esta obra será apresentada amanhã por António Braz Teixeira. O Lançamento está agendado para as 18:30, no Auditório das Pós-Graduações da Universidade Católica do Porto. A entrada é livre e aberta a todos os interessados.