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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Fernando Pessoa e o Oriente

«Minha imaginação é uma cidade no Oriente.»
Bernardo Soares em Livro do Desassossego.

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No próximo dia 1 de Março, pelas 14:00, terá lugar na sala Nova Deli do Museu do Oriente, um Seminário Internacional subordinado ao tema Fernando Pessoa e o Oriente.
Esta iniciativa é organizada e realizada em parceria pelo Centro de Filosofia e pelo Centro de Estudos Comparatistas da Universidade de Lisboa, com a colaboração da Fundação Oriente. O comité científico deste encontro é composto por Duarte Braga, Fabrizio Boscaglia e Rui Lopo que, juntamente com Paulo Borges e Antonio Cardiello, constituem também a lista de oradores.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A Renascença Portuguesa: Tensões e Divergências

«A Renascença Portuguesa não é incompatível com as aspirações modernas e de forma alguma também afasta, e, antes, promoverá, no povo português a parte da boa cultura que a Europa lhe possa trazer.»
Jaime Cortesão na revista A Águia, em  Janeiro de 1912. 

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Depois de dois excelentes colóquios integrados nas celebrações do Primeiro Centenário do Movimento da Renascença Portuguesa, realizados no Norte de Portugal em finais de 2012, eis que se encerra na nossa capital o ciclo de comemorações desta efeméride, com um encontro internacional organizado pelo Centro de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) que terá lugar durante os dias 8 e 9 de Janeiro de 2013.
«Neste momento genésico e caótico da nossa pátria, é necessário que todas as forças reconstrutivas se organizem e trabalhem, para que ela atinja rapidamente a sonhada e desejada harmonia.» Assim escrevia Teixeira de Pascoaes no seu manifesto Renascença, publicado em Janeiro de 1912 na revista A Águia, órgão oficial do Movimento da Renascença Portuguesa. Esta reflexão plena de actualidade coloca-nos defronte de duas questões essenciais. Terá a Renascença Portuguesa cumprido os objectivos a que se propôs? Carecerá Portugal de um outro movimento da mesma estirpe? Estas são perguntas complexas, mas não menos pertinentes.
O aparecimento de movimentos como a Renascença Portuguesa e de publicações como A Águia foi, como afirmou recentemente António Braz Teixeira num colóquio no Porto, «fruto de uma geração e de uma época». Uma geração que procurava o seu lugar numa pátria ausente e abandonada durante uma época conturbada e bastante nebulosa da nossa história, quer culturalmente, quer política e economicamente. A Renascença Portuguesa foi desde a sua constituição até à sua extinção um movimento plural, integrando simultaneamente no seu seio diversas personalidades e intelectuais oriundos dos mais variados quadrantes culturais, políticos e estéticos. Sendo um espaço consagrado ao diálogo e à discussão, tendo em vista a criação de um Portugal renascente, saído das cinzas de um século XIX decadente, mergulhado num regime republicano contrário à tradição cultural nacional logo após a viragem para o século XX, é natural que algumas polémicas tenham vindo a lume, destacando-se a célebre questão do saudosimo envolvendo Teixeira de Pascoaes e António Sérgio.
Assim, de modo a celebrar os primeiros 100 anos da Renascença Portuguesa, o Centro de Filosofia da Faculdade de Letras de Lisboa resolveu homenagear aquele que se revelou um dos mais importantes movimentos culturais do Portugal da primeira metade do século XX, através da realização do Colóquio Internacional «A Renascença Portuguesa: Tensões e Divergências». Com uma comissão organizadora constituída por Paulo Borges, Bruno Béu de Carvalho, Dirk Hennrich e Rui Lopo, este encontro reunirá investigadores nacionais e estrangeiros, destacando-se as participações de alguns nomes incontornáveis do pensamento filosófico português como António Braz Teixeira, Pinharanda Gomes, Manuel Cândido Pimentel, António Cândido Franco, ou Jorge Croce Rivera. Este colóquio terá lugar no Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, ao longo dos dias 8 e 9 de Janeiro, entre as 14:30 e as 20:00. A entrada será livre e aberta a toda a comunidade.

Programa

8 de Janeiro

14. 30 | Abertura

António Feijó, Director da Faculdade de Letras

15.00 – 16.40 | 1ª Sessão

Paulo Borges
- A ideia de Renascença na Renascença Portuguesa
Duarte Braga
- O Inquérito Literário, termómetro das tensões na Renascença Portuguesa
Miguel Real
- A Pedagogia na Renascença Portuguesa
Rui Lopo
- O Orientalismo na Renascença Portuguesa


16.40 – 17.00 | Debate


17.00 – 18.40 | 2ª Sessão

João Príncipe
- António Sérgio na Renascença Portuguesa (1912-1919)
Romana Valente Pinho
- António Sérgio e Teixeira de Pascoaes: um conflito cultural na Renascença Portuguesa
Samuel Dimas
- O panteísmo de Teixeira de Pascoaes e o teísmo de Leonardo Coimbra
Manuel Cândido Pimentel
- Sant’Anna Dionísio e António Sérgio a propósito de Leonardo Coimbra
José Almeida
- Mito, Educação e Espaço-Público no espírito da Renascença Portuguesa

18.40 – 19.00 | Debate


19.00 – 19.50 | 3ª Sessão

Julia Alonso Dieguez
- Un pensamiento asistemático ibérico
António Braz Teixeira
- A Renascença Portuguesa, movimento plural

19.50 – 20.05 | Debate

9 de Janeiro

14.30 – 16.10 | 4ª Sessão

António Cândido Franco
- Mitopoese e Filomitia em Teixeira de Pascoaes
Jorge Croce Rivera
- Modos éticos do pensar: afinidades e contrastes entre a “ética-política” de Raul Proença e a “ética-metafísica” de José Marinho
Dirk Hennrich
- Kant, Nietzsche e Schumann — e um mundo a haver. Sobre um depoimento, «Da Liberdade Transcendente», de Raul Leal.
Renato Epifânio
- A estética renascente e a ideia de Pátria

16.10 – 16.30 | Debate

16.30 – 18.10 | 5ª Sessão

Bruno Béu de Carvalho
- Pascoaes, Coimbra e Caeiro-Campos-Soares: as estesias aldeã e citadina nas divergências e (im)possibilidades de uma estética da saudade
Raquel Nobre Guerra
- Singularidades da experiência saudosa em Teixeira de Pascoaes e Álvaro de Campos: do bucolismo ao «futurismo»
Daniel Duarte
- O Pessoa de «A Águia», Nietzsche e a Verdade
Pinharanda Gomes
- O criacionismo visto por alguns discípulos de Leonardo Coimbra: Delfim Santos, Sant’Anna Dionísio e José Marinho

18.10 – 18.30 | Debate

18.30 – 18.40 | Encerramento

19.00 | Bar da Biblioteca

Paulo Borges | Manifesto por uma Renascença integral e universal
Nuno Moura | Leitura de poesia

domingo, 9 de dezembro de 2012

II Congresso de Heráldica Militar

Realiza-se no próximo dia 11 de Dezembro, pelas 9:30, na Sala da Grande Guerra do Museu Militar de Lisboa, o II Congresso de Heráldica Militar. Organizado pela Direcção de História e Cultura Militar, este encontro visa dar a conhecer o estado da arte em matéria da heráldica marcial, estando previstas as seguintes comunicações: A Heráldica do Exército Português no Séc. XXI, A Heráldica Militar, A Emblemática Militar e A Falerística Militar. Após o encerramento deste congresso será ainda inaugurada a exposição José Colaço - Iluminador do Exército.  
A entrada é livre e aberta a todos os interessados. 

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Trolhamento dos 33 Graus do Rito Escocês Antigo e Aceite

«A Maçonaria compões-se de três elementos: o elemento iniciático, pelo qual é secreta; o elemento fraternal ; e o elemento que chamarei humano - isto é, o que resulta de ela ser composta por diversas espécies de homens, de diferentes graus de inteligência e cultura, e o que resulta de ela existir em muitos países, sujeita portanto a diversas circunstâncias de meio e de momento histórico, perante as quais, de país para país e de época para época, reage, quanto a atitude social, diferentemente.»
Fernando Pessoa em A Maçonaria

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A maçonaria foi sempre tratada com bastante respeito pelo poeta e pensador Fernando Pessoa. O seu interesse levou-o a dedicar muitas páginas de escrita, assim como bastante tempo na leitura de obras dedicadas a esta temática. É hoje praticamente sabido que Pessoa jamais pertenceu a qualquer tipo de loja maçónica, havendo apenas a possibilidade de ter estado ligado a uma das entidades criadas e promovidas por Aleister Crowley, ou ainda, na melhor da hipóteses, ter tentado criar ele mesmo a sua própria loja, inspirada na tradição das ordens Templária e de Cristo. Torna-se por isso fundamental conhecer de perto as leituras e fontes consultadas por Pessoa relativas a este assunto. Só através desta hermenêutica é que podemos ser capazes de acompanhar de perto os trilhos do pensamento maçónico do nosso icónico poeta.
A editora São Rozas, lançou recentemente a obra Trolhamento dos 33 Graus do Rito Escocês Antigo e Aceite, um manual de maçonaria lido, sublinhado e anotado por Fernando Pessoa aquando das suas pesquisas. Publicado agora com um prefácio e organização de Miguel Roza, editor da São Rozas e sobrinho neto do poeta, esta obra veio tornar-se em mais um importante subsídio ao estudo da relação de Pessoa com a maçonaria.
Distribuído pela Documenta, este livro será apresentado por Félix Lopes no próximo dia 13 de Dezembro, pelas 18:30, no El Corte Inglés de Lisboa. A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Novembro

«Novembro não é um livro de História, é um romance que se lê como um romance, um xadrez de personagens, lugares, paixões, segredos, intrigas. E também a memória de um Portugal desaparecido. Em Novembro tudo acaba: O Império, a Revolução e os sonhos dos que, dos dois lados, não ficaram no meio e deram tudo por tudo.»
Excerto da nota de imprensa da obra Novembro

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Novembro é o título do recém-publicado romance de Jaime Nogueira Pinto que agora, pela primeira vez, embarca também na grande aventura da literatura. Nesta obra de ficção, o seu autor reporta-nos para um outro Portugal, perdido nos idos dos anos 1970, contando-nos uma história com a qual muito certamente se identificarão algumas pessoas que, tal como Jaime Nogueira Pinto, estariam na casa dos vinte anos por ocasião do fatídico 25 de Abril de 1974. Publicado pela Esfera dos Livros, este livro terá o seu lançamento oficial amanhã, dia 8 de Novembro, pelas 18:30, no Café Império, em Lisboa, ficando a sua apresentação a cargo de Vasco Graça Moura.
Um livro e um evento a não perder. 
 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Curso sobre "O Movimento da Renascença Portuguesa"

«Adoremos o espírito, o nosso belo espírito; implantemo-lo na nossa terra, que é santa porque criou a saudade, como os desertos trovejantes da Palestina criaram Jeová, e os viçosos, harmoniosos vales gregos, criaram Orfeu e Apolo.»
Teixeira de Pascoaes em Renascença (o espírito da nossa Raça).

Arranca já amanhã o curso O Movimento da Renascença Portuguesa (1912-1932), promovido pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira e que conta também o apoio do SHIP (Sociedade Histórica para a Independência de Portugal). Esta acção de formação visa dar a conhecer, ao longo de 24 sessões, algumas das figuras nucleares de um dos principais e mais influentes movimentos culturais portugueses do século XX.
Contando com a colaboração de nomes conceituados como António Braz Teixeira, Pinharanda Gomes, Paulo Borges, Joaquim Domingues, Samuel Dimas, Celeste Natário, Duarte Ivo Cruz, António Cândido Franco, Cristina Nobre ou Paulo Samuel, este curso durará até Maio do próximo ano.
As inscrições poderão ser feitas na secretaria do SHIP, tendo um custo de 30€ para os sócios daquela instituição e do próprio Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, ou 35€ para o público geral.

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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Lançamento do 5.º número da revista Finis Mundi

No próximo dia 6 de Outubro, pelas 16:00, terá lugar na Sala Almirante Reis do Hotel ibis Lisboa Saldanha, a apresentação da Finis Mundi n.º5. Acompanhada por uma conferência do Professor e filósofo argentino Alberto Buela, que dissertará sobre a Teoria da Dissidência, este encontro será moderado por Duarte Branquinho, director do semanário nacional O Diabo
A organização deste evento é da responsabilidade do Instituto de Altos Estudos em Geopolítica & Ciências Auxiliares (IAEG), os novos editores da revista Finis Mundi após o fim da Antagonista Editora.
Este evento é livre e aberto a todos os interessados.

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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Foto-Síntese, uma exposição de João Marchante

«Inspirado na vida trivial e na percepção visual de uma evidência que está diante de nós, mas que muitas vezes passa despercebida, a série de imagens a cores de grandes dimensões habilmente encenada por João Marchante apresenta uma visão instável da paisagem humana expondo interiores, intimidades, sonhos e segredos, oscilando entre espaço familiar e espaço idealizado. A adolescente, incorporação da fragmentação e efemeridade das relações na contemporaneidade, transmite ansiedade, mutismo e distância sobre o sentido da imagem, sendo esta retratada de forma enigmática, contemplativa ou ausente deixando a identidade de quem a habita por desvendar. Marchante obtém imagens que pelo seu tema seduzem e enlaçam, incitando o observador a reflectir sobre a relação entre natureza interior e natureza exterior do sujeito através de imagens que olham e devolvem o olhar.»
Adriana Delgado Martins acerca da exposição Foto-Síntese.

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João Marchante é hoje um nome incontornável do vídeo e do panorama artístico português. Artista e autor crítico, concilia a criação com a actividade pedagógica, numa atitude altruísta e descomprometida com qualquer dogma para além do "bom gosto". Militante na blogosfera há já alguns anos, dirige um blogue de referência intitulado Eternas Saudades do Futuro, sendo ainda membro da comunidade Jovens do Restelo
Foto-Síntese é o nome da sua mais recente exposição individual, a primeira desde Vídeos Privados, patente em 2000 na Galeria Monumental, em Lisboa. Esta nova mostra de João Marchante será inaugurada hoje, pelas 21:00 na Sala do Veado do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, ficando patente ao público até 1 de Julho de 2012.
A não perder. 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Memorial do Coração apresentado na Feira do Livro de Lisboa

Sob o signo do sangue todo o céu se descerra 
- Ó Povo incessante, fardado, mal-ferido!...
É preciso adiar o enterro da Terra,
Ir ao centro do Sol de certezas vestido.

- A minha geração, senhores, anda na guerra.
Por isso a paz que traz terá sentido!

Clamor, poema de Rodrigo Emílio dedicado a Couto Viana.

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A Quentzal Editores apresenta no próximo dia 4 de Maio, pelas 18:30, no espaço do Grupo Porto Editora da Feira do Livro de Lisboa, o lançamento da obra António Manuel Couto Viana - Memorial do Coração. Trata-se de uma obra biográfica da autoria de Ricardo Saavedra e do próprio Couto Viana, falecido em Junho de 2010. Uma biografia redigida a 4 mãos, plena de relatos e testemunhos que lembram a memória de um grande homem de cultura.
A apresentação desta obra ficará a cargo de António Cândido Franco e Rui Mendes, havendo ainda espaço para a leitura de alguns poemas de Couto Viana, por parte dos actores Cecília Guimarães, Victor de Sousa e Juan Soutullo, filho do homenageado.
A não perder!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

1 de Dezembro - Dia de Portugal

«Já a I República recém instituída, atribuiu maior relevância ao 1.º de Dezembro, associando-o a um símbolo nacional de grande visibilidade – a bandeira. Logo em 15 de Outubro de 1910, o regime constituiu por decreto uma comissão encarregada de estudar a nova bandeira e hino nacionais. E em 29 de Novembro, o governo aprovava o projecto proposto pela referida comissão e instituía o 1.º de Dezembro como dia de Festa da Bandeira 16. Fazia-se assim coincidir a Festa da Bandeira – a nova bandeira republicana, sublinhe-se - com a data do 1.º de Dezembro, agora consagrada como feriado nacional. Associava-se pois um dos emblemas mais significativos da nação com uma data histórica relevante – a recuperação da independência nacional em 1640.»

Como sabemos, o 1.º de Dezembro é uma das principais datas da nossa História. Comemorada logo após os acontecimentos de 1640, que deram início à designada Restauração, esta data encerra em si a afirmação da Independência Portuguesa, bem como a vontade do seu povo em a reclamar e celebrar.
Com a recente polémica concernente à abolição de alguns feriados nacionais, imposta por forças obscuras e motivos menos claros, assistimos à eliminação deste feriado, a par de outros de carácter civil e religioso. Não deixa de ser estranho a eliminação do 1.º de Dezembro, cujo significado é deveras importante na afirmação e desenvolvimento da nossa consciência pátria e cívica, em detrimento de outras datas como o 25 de Abril ou o 1 de Maio.
O descontentamento de alguns portugueses perante esta afronta à nossa memória histórica e patriótica tem resultado em algumas acções de protesto, visando a revogação dessa intenção aberrante de eliminar o feriado do 1.º de Dezembro. Entre algumas das figuras mais conhecidas que se opõem a mais uma decisão ridícula e desastrosa deste (des)governo de Pedro Passos Coelho, encontra-se o deputado José Ribeiro e Castro, autor da obra 1 de Dezembro - Dia de Portugal, recentemente editada pela Principia.
Procurando explicar a origem deste feriado, bem como as razões pelas quais o mesmo deve ser salvaguardado e preservado, este livro será apresentado hoje, pelas 18:00, na sede da Sociedade Histórica para a Independência de Portugal (SHIP), em Lisboa. A cargo da apresentação estará o José Alarcão Troni, Presidente da SHIP, bem como o General José Garcia Leandro.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.

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terça-feira, 10 de abril de 2012

Panorama 2012 - 6.ª Mostra de Documentário Português

Os ciclos Panorama arrancaram em 2006 e desde então têm sido consagrados à divulgação e discussão do filme documentário em Portugal. Mais do que uma simples organização de um festival de cinema documental, o grupo Panorama pretende também constituir uma plataforma de discussão acerca do que se vai fazendo em Portugal dentro desta área. 
Este ano a 6ª Mostra do Documentário Português  realiza-se entre os próximos dias 13 e 21 de Abril, tendo lugar no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa.
Para mais informações referentes a esta mostra visite www.panorama.org.pt.

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domingo, 11 de março de 2012

O Barão

«Não gosto de viajar. Mas sou inspector das escolas de instrução primária e tenho a obrigação de correr constantemente todo o País. Ando no caminho da bela aventura, da sensação nova e feliz, como um cavaleiro andante. Na verdade lembro-me de alguns momentos agradáveis, de que tenho saudades, e espero ainda encontrar outros que me deixem novas saudades. É uma instabilidade de eterna juventude, com perspectivas e horizontes sempre novos. Mas não gosto de viajar. Talvez só por ser uma obrigação e as obrigações não darem prazer. Entusiasmo-me com a beleza das paisagens que valem como pessoas, e tive já uma grande curiosidade pelos tipos rácicos, pelos costumes, e pela diferença de mentalidade do povo de região para região. Num país tão pequeno, é estranhável tal diversidade. »
 Branquinho da Fonseca em O Barão.

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O Barão de Branquinho da Fonseca é um dos mais impressionantes textos da literatura portuguesa do séc. XX. Tendo caído praticamente no esquecimento durante as últimas décadas, este conto foi recuperado pelo realizador Edgar Pêra e transposto para o grande écran o ano passado, através de um filme singular na história do cinema português. 
Bastante aclamado pelo público, assim como pela crítica nacional e internacional, traduzindo-se esse sucesso nos vários prémios e galardões recebidos nos eventos em que participou, O Barão oferece-nos uma experiência única na qual a simbiose entre a literatura e o cinema se apresenta de uma forma absolutamente íntima e fascinante.
O Espaço Nimas apresenta amanhã, dia 12 de Março, pelas 21:00, uma exibição inédita deste filme, precedida por um debate em palco com a presença do realizador, do crítico e programador Augusto Seabra e da Professora de História do Cinema Ana Isabel Soares. A não perder!

Trailer de O Barão de Edgar Pêra.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Colóquio ERA Arqueologia 2012

Realiza-se amanhã o Colóquio ERA Arqueologia de 2012, a decorrer no Auditório do Metropolitano de Lisboa, a partir das 10:00. Organizado pela e ERA Arqueologia - Conservação e Gestão de Património, este encontro passa revista aos mais recentes estudos e intervenções realizadas por esta empresa, fomentando igualmente a discussão sobre a actual situação e rumos futuros da arqueologia no nosso país.
A entrada é livre e aberta a todos os interessados. 

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Livraria Portugal: 70 anos depois, o fim.

«A Livraria Portugal nasceu, decorria o 2.º ano da guerra que devastou grande parte do mundo, quando 3 homens que cedo tinham escolhido a profissão de livreiros, puderam confirmar o papel fundamental que o livro desempenhava na preservação da cultura, sobretudo nas grandes crises da civilização.»
A gerência da Livraria Portugal  aquando das comemorações 
do 40.º aniversário daquele estabelecimento em 1981. 

Quando um espaço de cultura encerra definitivamente as suas portas sente-se, geralmente, o imediato instalar de um misto entre tristeza e nostalgia. Quando esse espaço é uma livraria, sobretudo se a sua história é tão rica e preenchida como a da Livraria Portugal, esse sentimento torna-se ainda mais profundo e doloroso. Toda a sociedade acaba por sair prejudicada. Todos perdemos algo nessas funestas ocasiões, pelos mais variados motivos. 
Não é apenas uma mera questão económica que fica em jogo. Para além desse empobrecimento, assiste-se a um outro, porventura pior e que de modo algum podemos ignorar. São os elos do relacionamento humano que se quebram, é a ruptura do diálogo e partilha cultural que se suspende através da porta de um templo do saber que se fecha. São os amigos que se perdem, entre homens, mulheres, crianças e os próprios livros, esses objectos que apesar de físicos nos moldam a alma e ajudam a aprumar o espírito.
A cidade de Lisboa perdeu hoje um desses espaços. A Livraria Portugal encerrou definitivamente as suas portas e a nossa capital acordará amanhã mais triste neste anómalo Inverno de seca. Este é mais um rude golpe contra comércio tradicional, uma das principais fontes de (re)animação da mais autêntica alma das nossas cidades.
Fundada em 1941 na Rua do Carmo, a Livraria Portugal foi durante 7 décadas um ponto de passagem e de encontro entre diversas personalidades marcantes da cultura portuguesa. Ali compravam-se livros, mas também se discutiam os seus conteúdos, organizavam-se encontros, palestras e conferências. Era acima de tudo, como qualquer outra livraria, um local de partilha e de enriquecimento interior.
Amanhã, deste espaço, restarão apenas as memórias e um profundo sentimento de saudade. Mais um triste sinal dos tempos.

Quatro perspectivas sobre a histórica Livraria Portugal, localizada na
Rua do Carmo, em plena baixa de Lisboa.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Colóquio: O Estado das Direitas

«Não existe “uma pessoa de direita” visto não existir “uma direita” mas “muitas direitas”.  (...) Em relação ao Estado, há direitas que apelam à centralidade do Estado entendido como comunidade politicamente organizada, mas há também direitas que advogam o Estado mínimo em nome da defesa e primazia do indivíduo face à comunidade.»
Riccardo Marchi  em entrevista à plataforma Dissidente.info.

Radicado em Portugal há já alguns anos, o investigador Riccardo Marchi, autor dos livros Folhas Ultras e Império, Nação Revolução, tem vindo a estudar o fenómeno das direitas em Portugal, destacando-se pelo pioneirismo dos seus trabalhos, sensíveis não só ao lado político, mas também às perspectivas mais históricas, filosóficas e culturais, preenchendo deste modo uma enorme lacuna da academia portuguesa pós-25 de Abril.
Assim, no seguimento do anterior colóquio As raízes profundas não gelam?, Riccardo Marchi promove agora um outro encontro intitulado O Estado das Direitas, a realizar-se em Lisboa, nos próximos dias 1 e 2 de Fevereiro, entre as 10:00 e as 17:00, nas instalações do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL).
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. 

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Lisboa casta Princesa, Rainha das Cidades Europeias em 2012

«Diz La Martinière, no seu dicionário Geográfico:
"A tradição afirma que Ulisses, depois da destruição de Tróia, viera a estes distritos e que lançara os primeiros fundamentos de Lisboa, que se ficou chamando Ulissipone, ou Ulissipo ou mesmo Olissipo: mas pode ser que a parecença de nomes ocasionasse essa opinião. Com efeito além de ser difícil provar que Ulisses saíra do Mediterrâneo, o verdadeiro nome da cidade não era nenhum daqueles, mas sim Olissipo, como se vê de uma inscrição achada em Lisboa. " - Ainda hoje esta tradição medieval é corrente entre os fadistas, há bastantes cantigas jocosas a Ulisses, como fundador de Lisboa.
»
Teófilo Braga em Contos Tradicionais do Povo Português (Vol. II).

Lisboa representada numa gravura do séc. XVII.

Seja qual for a origem histórica da velha capital do Império Português, pesará sempre sobre ela a imensa carga mitológica conferida pela aura de Ulisses, esse herói grego, a quem a tradição atribui a sua fundação.
Não podemos porém negligenciar a maternidade civilizacional, tanto espiritual como concreta, da nossa cidade de Lisboa. Dela partiram as naus e caravelas portuguesas responsáveis pelo desbravamento do mundo, destruindo velhos mitos e medos que assombravam o consciente inconsciente do Homem, imortalizando a glória da nossa terra e a têmpera das nossas gentes.
Séculos de História, nos quais a urbe olisiponense se converteu, entre outras coisas, no centro do mundo, fizeram de Lisboa a verdadeira cidade da luz, não obstante a atribuição deste epíteto à capital francesa mas, como nos perdoarão os franceses e em particular os parisienses, sem qualquer fundamento, literal ou metafórico, quando mergulhemos nas mais antigas e profundas raízes históricas, culturais, espirituais e mitológicas da nossa capital.
Lisboa foi e é ainda hoje pioneira em variados aspectos, revelando na sua beleza material um toque de Midas no que concerne às mais belas manifestações da actividade transformadora do meio pelo ser humano. Tendo acompanhado sempre os desenvolvimentos urbanísticos e arquitectónicos, na medida do possível face às naturais restrições impostas pela malha urbana que a compõe, Lisboa figurou sempre a neste nível como uma das mais belas e influentes capitais do mundo. Esse factor conduziu à sua distinção com o título de European City of the Year 2012, atribuído em Novembro de 2011 pela Academy of Urbanism.
Façamos por isso jus ao nosso título, mostrando também através do nosso turismo o mérito das nossas conquistas, assim como a importância universal da nossa missão.

Lisboa, casta Princesa, numa versão com arranjos orquestrais do maestro
Joaquim Luís Gomes.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Colóquio Mário Saa: Poeta e Pensador da Razão Matemática

«Cada qual transporta à mão o infinitamente longínquo.»
Mário Saa em Evangelho de S. Vito

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Realiza-se nos próximos dias 20 e 21 de Janeiro o Colóquio Mário Saa: Poeta e Pensador da Razão Matemática (nos 40 anos da sua morte). Organizado pelo CEFi ‑ Centro de Estudos de Filosofia da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa (UCP), em parceria com a Fundação Arquivo Paes Teles (Ervedal – Avis), Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, Fundação António Quadros, Associação dos Amigos do Concelho de Aviz e a Câmara Municipal de Avis, este encontro visa lembrar e promover o pensamento e obra de uma figura incontornável da cultura portuguesa do século XX.
Encontrando-se este colóquio distribuído geograficamente por dois espaços, informamos que o primeiro dia de trabalhos decorrerá nas instalações da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, sendo posteriormente encerrado no dia seguinte na Fundação Arquivo Paes Teles, em Ervedal, concelho de Avis.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.

Programa do colóquio

Dia 20 de Janeiro - Universidade Católica Portuguesa (Lisboa) - Anfiteatro 2

09:00 – Recepção dos participantes
09:30 – Abertura do Colóquio / Autoridades

10:15 – Nuno Júdice (conferência de abertura) - A Razão do Poema em Mário Saa

10:45 – Coffee break

11:00 – João Rui de Sousa, Da Athena à Presença - Um Decénio Fulcral na Obra Literária de Mário Saa
11:30 – André Carneiro - Leite de Vasconcelos e Mário Saa: Notas para uma influência tutelar
12:00 – Elisabete Pereira e Filipe Themudo Barata - Metropolitismo Galaico-Português: Memórias de um movimento associativo intelectual na Fundação Arquivo Paes Teles (Ervedal) 

12:45/13:45 – Almoço

14:00 – Joaquim Domingues - Mário Saa, hermeneuta da História de Portugal
14:30 – Américo Enes Monteiro - Mário Saa, leitor atento da obra de Nietzsche
15:00 – José Carlos Pereira - Ideias Estéticas de Mário Saa 
15:30 – Pinharanda Gomes - As Memórias Astrológicas de Camões: Uma leitura aligeirada

16:00 – Coffee break

16:15 – António Braz Teixeira - Elementos para uma introdução ao pensamento de Mário Saa
17:15 – Renato Epifânio - Entre Mário Saa e José Marinho: O pensar aforístico e o dizer poético
17:45 – Manuel Cândido Pimentel - Infinito e Infinitismo em Mário Saa

18:30 – Encerramento do Colóquio (em Lisboa)

Dia 21 de Janeiro - Fundação Arquivo Paes Teles (Ervedal - Avis) 

15:00 – Manuel Ferreira Patrício (conferência de abertura) - A presença de Nietzsche na mundividência filosófica de Mário Saa

16:00 – Filipe Themudo Barata - Percursos pessoais e trilhos institucionais

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Homenagem a Pinharanda Gomes

«Enquanto a Nação se move, a Pátria está imóvel, imutável, permanece como o Sol enquanto a Nação caminha segundo os fusos das noites e dos dias. A Nação transporta móveis e trastes, corruptíveis ou destrutíveis. A Pátria é cordial e mental: o que é do coração e da mente não pesa, não incomoda, não é, nem corruptível, nem destrutível.»
Pinharanda  Gomes em Anamnese da ideia de Pátria

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O Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (CLEPUL) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) atribuirá, no próximo dia 19 de Novembro, a "Medalha de Mérito Cultural" a Jesué Pinharanda Gomes, um dos mais importantes nomes vivos da Filosofia Portuguesa. A cerimónia de homenagem realiza-se pelas 19:00 na Sociedade da Língua Portuguesa (SLP), em Lisboa. A entrada é livre.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Filosofia Oriental estudada a partir de Lisboa

«O Oriente, na diversidade das suas culturas, civilizações e religiões, sempre surgiu para os ocidentais como uma ideia e imagem ambivalentes, ora como objecto de temor, desconfiança e repulsa, sinónimo de um arcaísmo a ultrapassar pelo progresso racional, científico, histórico e social, ora exercendo um fascínio extremo, como sinónimo de uma fonte de sabedoria perdida ou esquecida, que importaria reencontrar para uma reorientação espiritual da própria consciência e para um verdadeiro renascimento da civilização ocidental, assombrada com a perspectiva da sua decadência. 
Associado ao símbolo do sol nascente e da Origem, a demanda do Oriente geográfico e cultural, tão presente na história e na cultura portuguesas, converteu-se também na de um Oriente interior, como essas “Índias espirituais”, “que não vêm nos mapas”, que no dizer de Fernando Pessoa seriam a descoberta que restaria por fazer, após o desvendamento do mundo físico.»
Excerto retirado do texto introdutório do curso Filosofia no Oriente.

Sendo Portugal uma nação que desde há séculos se constituiu herdeira de uma vasta e profunda tradição universalista, fruto não apenas de uma expansão imperialista, mas também de uma missão espiritual superior e transcendente, destinada a preparar o regresso da humanidade à sua idade de ouro e ao paraíso perdido, parece-nos pertinente questionar o porquê de vivermos constantemente de costas voltadas para o que nos é mais estranho e exotérico. Este factor, de certo modo condicionador da nossa missão civilizadora, impede-nos de alcançar um desejável grau de alteridade, capaz de nos permitir agilizar o intelecto, potencializando a nossa percepção de um todo universal constituído pelo que nele encerra de mais distinto e particular. Não deixa por isso de ser curioso que as elites intelectuais portuguesas tenham descurado tanto, ao longo dos tempos, o fomento de centros de estudos orientais, vocacionados para o aprofundamento do conhecimento relativo às culturas autóctones, em detrimento de um pensamento culturalmente centralista e circunscrito, típico das sociedades colonialistas. Até países como a Inglaterra, França ou Holanda, geralmente apontados como terríveis potências colonizadoras, das quais sempre nos procuramos demarcar historicamente, souberam perceber a importância de compreender e estudar as culturas orientais, fundando inúmeros centros de estudo e investigação. Mesmo países com menos tradição no que toca aos contactos permanentes com o Oriente, como é o caso de Itália ou Alemanha, souberam investir nesse sentido, ficando Portugal algo arredado desse investimento cultural, salvo algumas raras e nobres excepções, responsáveis pela manutenção de uma certa chama que nos ilumina o caminho para as Indías Espirituais.
Assim, surge com a maior das pertinências, no âmbito das actividades de formação da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) previstas para o ano lectivo de 2011-2012, um Curso de Especialização dedicado ao tema Filosofia no Oriente, com a coordenação científica de Paulo Borges, Carlos João Correia, Carlos H. do C. e Bruno Béu. Direccionado a todos os que pretendam compreender o fenómeno de ressurgimento e popularização do interesse pela cultura oriental, de uma forma séria e coesa, este curso demonstra um esforço revelador de uma vontade de recuperar o tempo perdido.

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Programa geral do curso

1º Semestre

- Introdução ao Budismo.
Paulo Borges
5ª feira, 17h-19h

- Filosofia Clássica Indiana.
Carlos João Correia
6ª feira 17h-19h

2º Semestre

- Mística Cristã e Gnose Oriental
Paulo Borges (org.), Carlos H. do C. Silva e Bruno Béu
5ª feira, 17h-19h

- Oriente/Ocidente: diálogos e cruzamentos.
Paulo Borges (org.)
6ª feira, 17h-19h