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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Ciclo Internacional de Conferências «Pessoa na Actualidade»

«Organiza a tua vida como uma obra literária, pondo nela toda a unidade que for possível.»
Fernando Pessoa (Esp. 28-43).


Conclui-se este mês o Ciclo Internacional de Conferências «Pessoa na Actualidade», iniciado em Dezembro passado na Casa Fernando Pessoa. Organizado por Paulo Borges, Nuno Ribeiro e Cláudia Souza, este conjunto de encontros visa levar à Casa Fernando Pessoa alguns jovens investigadores pessoanos, nacionais e estrangeiros, dando deste modo a conhecer o estado da arte face ao estudo do pensamento e obra do poeta, escritor e pensador português.
Todas as sessões tem início às 18:30, sendo a entrada livre a todos os potenciais interessados.

Programa das sessões de 25, 26 e 27 de Janeiro de 2012

25 de Janeiro
- Dirk-Michael Hennrich (Alemanha) - Hölderlin e Pessoa e a pergunta pelo fundamento da consciência.
- Rui Lopo (Portugal) – Fernando Pessoa e Raul Leal: Amigos da Vertigem.

26 de Janeiro
- Daniel Moreira Duarte (Portugal) - O «ideal ascético» e a «ceifeira».
- José Almeida (Portugal) - Fernando Pessoa e a Tradição Hermética.
- Bruno Béu (Portugal) - Isto não é isso - o discurso tautológico como procedimento apofático na poesia de Alberto Caeiro.

27 de Janeiro
- Teresa Rita Lopes (palestra de encerramento).

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Encontro Pessoa/Cioran

«A missão imperial a que têm que obedecer as duas nações que formam o Império Português encontra-se estabelecida nas seguintes origens: (a) como memória e tradição, a fundação da civilização universal moderna pelo Infante D. Henrique, (b) como propósito e utopia, a criação, pelos Sebastianistas, da ideia de um Império Português, designado como o Quinto Império, e formado em bases diversas das de todos os impérios passados, (c) como tipo de acção, a concentração em uma unidade espiritual, a criar progressivamente, da tradição em que assenta a razão histórica do Quinto Império, e da esperança em que reside a razão religiosa d'ele.»
Fernando Pessoa num inédito sobre O Grémio da Cultura Portugueza
«Só agimos sob o fascínio do impossível: o mesmo é dizer que uma sociedade incapaz de dar à luz uma utopia e de se lhe entregar se encontra de esclerose e ruína.» 
Emil Cioran em História e Utopia.

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Decorrerá no próximo dia 30 de Novembro, pelas 17:00, nas instalações da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), o Encontro Pessoa/Cioran, promovido pelo Grupo de Investigação Raízes e Horizontes da Filosofia e Cultura em Portugal. Com o objectivo de lembrar o 76.º aniversário da morte de Fernando Pessoa, no ano em que se comemoram os 100 anos do nascimento de Emil Cioran, este evento contará com as intervenções de Paulo Borges, Costa Macedo, José Almeida e Elsa Cerqueira.
No final da sessão, haverá ainda espaço para a apresentação do 3.º número da revista Cultura Entre Culturas, dedicado a Fernando Pessoa, assim como da mais recente obra de Paulo Borges, intitulada Teatro da vacuidade ou a impossibilidade de ser eu.  
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.

domingo, 25 de setembro de 2011

Um olhar sobre as origens históricas do Sebastianismo

A obra Origens do Sebastianismo, de António Costa Lobo, apesar de originalmente publicada em 1909, continua a ocupar um papel de relevo na bibliografia sebástica e sebastianista. Analisando as raízes históricas e materiais de um dos principais aspectos moldadores da personalidade espiritual portuguesa, este livro foi agora reeditado pela Texto Editora, numa edição antecedida por um interessante e enriquecedor prefácio de Eduardo Lourenço.
A referência a esta importante edição que, voltou a colocar o texto de António Costa Lobo à disposição de todos os interessados pela temática do sebastianismo, há muito merecia a nossa atenção, apesar dos consecutivos adiamentos perante a publicação de uma qualquer nota sobre este lançamento. Aproveitamos por isso a oportunidade de partilhar um pequeno mas curioso apontamento de José Almeida, publicado no seminário O Diabo do passado dia 6 de Setembro, sobre esta nova edição de Origens do Sebastianismo.   

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terça-feira, 13 de setembro de 2011

I Congresso Internacional da Rota do Românico

«O valor catequético da arte românica, que procurava através de formas mimetizadas e estilizadas educar a comunidade local e paroquial, para a vida em sociedade, baseada nas sagradas escrituras, usos e bons costumes, continua hoje bastante latente nas pedras que encarnam as gentes que outrora, pela sua simples existência, nos tornaram naquilo que efectivamente somos.»
José Almeida em AENIMA XXI - Festival Interarte do Vale do Sousa.
«O Turismo e a Cultura deverão unir-se em torno de um objectivo comum: a fruição dos espaços e a divulgação da cultura. De facto, o turismo é uma vivência cultural, é o marco principal do produto que alavanca a deslocação das pessoas, sendo que toda a deslocação turística tem uma implicação cultural: sem a cultura não se explica o turismo. Como valor para a cultura, o turismo gera recursos para a sua conservação e beneficia as comunidades receptoras, motiva-as para a gestão do seu património e cria consciência de valor  dos diferentes patrimónios locais entre os turistas.»
Joana Neves em Jornal Publituris (ed. 1 de Janeiro de 2004)

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A Rota do Românico organiza durante os próximos dias 28, 29 e 30 de Setembro o I Congresso Internacional da Rota do Românico. Promovendo o diálogo entre cultura, lazer e economia, este será um momento de reflexão por excelência, dedicado ao património e ao seu papel no desenvolvimento dos territórios.
A participação neste importante congresso interdisciplinar é livre, estando no entanto sujeita a uma inscrição prévia, passível de realizar online até ao próximo dia 15 de Setembro. As conferências terão lugar no Auditório Municipal de Lousada, sendo que haverá ainda lugar para algumas visitas aos locais integrantes da Rota do Românico.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Summa Techno(i)logicae: últimos exemplares

Anunciado neste espaço há cerca de seis meses, Summa Techno(i)logicae de Júlio Mendes Rodrigo traduziu-se em mais um sucesso de vendas da Negra Tinta Editorial. Praticamente esgotada nas lojas FNAC, os últimos exemplares desta obra encontram-se ainda disponíveis em alguns dos mais ilustres estabelecimentos comerciais da cidade do Porto, nomeadamente na Livraria Utopia, Livraria Lumière, Piranha, Louie Louie e Matéria Prima.
Recordámos que este livro conta com nota uma introdutória de Joaquim Amândio Santos e prefácio de José Almeida, reunindo um conjunto de dispersos do autor, produzidos ao longo de aproximadamente uma década, tocando áreas tão dispares como a historiografia, antropologia, psicanálise, arte, musicologia, cinema, literatura e crítica literária, cybercultura, metapolítica, religião ou esoterismo.

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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Alfredo Keil: elogio a um romântico ou retrato de uma época

«É muito tentador arrumar Keil como um dos diletantes que viveram na roda cosmopolita dos últimos Braganças. Agarrada às aparências, esta classificação deixa escapar a personagem. (...)
Keil, porém, jamais se sentiu como um simples servidor da dinastia. Sentiu-se, muito intensamente, um cidadão no sentido antigo da palavra, devotado apenas à pátria.
Keil era filho de alemães. Lembrava-se de ouvir em casa o seu avô Stellpflug, que nunca conseguira aprender português (...) Falava e escrevia em francês ao pai, Johann Christian. Em 1876, tornou-se genro de um italiano, ao casar com Cleyde Cinatti, filha do arquitecto Giuseppe Cinatti. Mas a pátria foi, para Keil, sempre Portugal. Em 1869, a estudar em Nuremberga, suspirava melancolicamente: "Que saudades da minha pátria, do meu Tejo."
»
Rui Ramos em O Cidadão Keil.

Alfredo Keil foi de facto um cidadão ímpar, digno de um carinhoso destaque na memória do povo português. A sua vida diluiu-se na extensa obra que nos legou, testemunhado parte da grandeza dos grandes mestres do génio português que viveram aqueles conturbados anos de finais do século XIX e inícios do século XX. 
Sobretudo conhecido enquanto compositor, Alfredo Keil foi um artista e homem completo. Músico, compositor, coleccionista, fotografo, excelente pintor, Keil encarnou o verdadeiro sentido da estética romântica, associando os seus múltiplos talentos ao gosto pela cultura e ao arrebatador amor pela sua pátria, Portugal. Este sentimento revela-se não apenas na força que impôs às paisagens que pintou ou à sua composição musical mais famosa, A Portuguesa, nosso actual hino nacional, mas também pelo facto de ter composto a primeira ópera cantada em português, A Serrana, uma peça inspirada numa obra do incomparável Camilo Castelo Branco.
Não deixa se ser irónico que uma personalidade como a de Alfredo Keil seja tão pouco conhecida e celebrada no nosso país. A máxima de que o produto estrangeiro é melhor não podia uma vez mais estar tão errada, dada a qualidade superior das obras de Keil, reconhecidas e galardoadas internacionalmente, tanto ao nível da música, como da pintura. Causa-nos por isso alguma repulsa constatar que, por exemplo, em 2006, por altura dos 250 anos da morte de Mozart, até a mais pequena das freguesias celebrou a efeméride do compositor austríaco, num programa de celebrações que se estendeu até 2007, ano em que se assinalou os 100 anos do desaparecimento de Alfredo Keil. Estranhamente, ou talvez não, pouco ou nada se ouvir falar acerca de Alfredo Keil. As composições de Mozart inundavam as salas de espectáculo portuguesas, não havendo quem no seu reportório integrasse uma única música do compositor  português que, goste-se ou não, foi bem mais preponderante e importante para Portugal do que Wolfgang Amadeus Mozart.
A extinta revista independente de música e cultura Elegy Ibérica, foi dos poucos representantes da imprensa a lembrar esta efeméride em 2007, com um artigo que aqui aproveitamos para reproduzir, num sinal de claro reconhecimento e sentida saudade por essa publicação periódica.

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Revista Infernus com artigo sobre a antiga Galécia

«Até à chegada do cristianismo vários deuses foram adorados no Ocidente peninsular, em resultado de uma inesgotável fé. Muitos desses cultos influenciaram ou foram influenciados por outros, trazidos pelos que a esta terra se sentiram atraídos. Por sua vez, ao contrário do que veio a acontecer em muitos outros locais do mundo cristianizado, ou pelo menos de uma forma bastante mais acentuada, aqui, o cristianismo recebeu uma considerável herança dos vários cultos que o antecederam.»
José Almeida em O Enigmático e Misterioso Homem da Maça (Finis Mundi nº1).

O número 19 da revista Infernus, órgão oficial de expressão da Associação Portuguesa de Satanismo (APS), foi recentemente lançado, por ocasião da celebração do solstício de Inverno, contendo um interessante artigo sobre a antiga Galécia e o prolongamento dos seus mitos e  reminiscências culturais até aos nossos dias. Intitulado Gallaecia: Entre as Brumas do Mito, este artigo, assinado por José de Almeida e Júlio Mendes Rodrigo, atravessa como uma flecha os mundos da História, da Lenda, da Cultura e da Identidade, colocando a descoberto algumas curiosidades sobre esse velho território e sua influência ancestral no Portugal de hoje.
Este e os anteriores números da Infernus poderão ser descarregados e consultados livremente a partir do site da APS, na secção dedicada a esta revista. 

(Clicar na imagem para aceder ao PDF da revista.)

sábado, 13 de novembro de 2010

Summa Techno(i)logicae

«No pós-modernismo tudo passa pela grelha da comunicação, o que naturalmente, enfraquece a importância do real, do novo e da experiência.»
Júlio Mendes Rodrigo em Summa Techno(i)logicae.


A FNAC e a Negra Tinta Editorial convidam todos os potenciais interessados para o lançamento do livro Summa Techno(i)logicae, da autoria de Júlio Mendes Rodrigo, a decorrer no próximo dia 18 de Novembro, pelas 21:30, no auditório da FNAC do MAR Shopping em Leça da Palmeira.
Este livro, com nota introdutória de Joaquim Amândio Santos e prefácio de José Almeida, reúne um conjunto de dispersos de Júlio Mendes Rodrigo, produzidos ao longo de aproximadamente uma década, tocando áreas tão dispares como historiografia, antropologia, psicanálise, arte, musicologia, cinema, literatura e crítica literária, cybercultura, metapolítica, religião ou esoterismo.
Para além de Educador de primeira linha e intelectual erudito multifacetado, o autor de Summa Techno(i)logicae é ainda viva encarnação do blog Die Elektrischen Vorspiele, ao qual sugerimos uma prolongada visita.
Este é um lançamento há muito aguardado, pelo que recomendamos vivamente o seu testemunho através da comparência neste evento.