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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Pequenos Heróis em Milhões

No próximo Sábado, dia 19 de Dezembro, terá lugar no Porto, na loja da Imprensa Nacional - Casa da Moeda (INCM), um workshop de escrita criativa destinado a crianças entre os 8 e os 14 anos. Orientada por Nuno Meireles, esta sessão de trabalho decorrerá entre as 11:00 e as 12:00, estando a temática subordinada ao famoso herói português da I Guerra Mundial: Soldado Milhões.
A participação é gratuita, mas sujeita a uma inscrição prévia que deverá ser feita através do número de telefone 223395820, ou do seguinte endereço de correio-electrónico: livraria.porto@incm.pt. Este workshop está limitado a um número máximo de 15 inscrições.
Trata-se de uma excelente iniciativa, na qual a imaginação e criatividade das crianças será por certo estimulada através desta importante figura do imaginário heróico português da I Guerra Mundial. Não percam!

(Clicar na imagem para conhecer um pouco mais da obra que servirá como
pano de fundo a este workshop.)

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Cassiano Branco (1897-1970)

«Cassiano, através da sua actividade que procurava manter por balizas racionais (uma outra forma de pensar a poesia), julgava-se, como Breton, capaz de "transfigurar a existência". Breton, através do sonho, do desejo e da imaginação. Cassiano, através do desejo, da imaginação... e da razão. Mas o que é a razão senão o sonho de se possuir a si mesmo?»
Maria Augusta Maia em Cassiano Branco: Um Tempo, uma Obra.

Para além de polémico Cassiano Branco foi também um dos mais prestigiados arquitectos portugueses da primeira metade do século XX. Não obstante ter sido o criador do tão querido parque temático Portugal dos Pequenitos, em Coimbra, a sua obra caracteriza-se sobretudo pela traça modernista e cosmopolita. Obras como o Hotel Vitória, Éden-Teatro, o plano de urbanização da Exposição do Mundo Português, o Coliseu do Porto, ou o Grande Hotel do Luso, entre outras distribuídas por Portugal continental e províncias ultramarinas, desafiaram os cânones da época, marcando para sempre a imagem da arquitectura portuguesa. 
Amanhã, dia 16 de Dezembro, pelas 18:30, será apresentada na Casa das Artes, no Porto, a obra de Paulo Tormenta Pinto intitulada Cassiano Branco (1897-1970). Editado pela Caleidoscópio, este livro será apresentado por José António Bandeirinha.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. 

(Clicar na imagem para ampliar.)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

"Dever que mata": Evocação do Presidente Sidónio Pais

Sempre vigilante, foi graças à atenção do nosso camarada João Marchante que não deixamos hoje passar em branco a data do assassinato do Presidente Sidónio Pais. O martírio do Presidente-Rei, ocorrido há exactamente 97 anos, já aqui havia sido evocado. Porém, a publicação de hoje no blogue Eternas Saudades do Futuro, intitulada Herói do Dia, bem como a associação do seu autor ao mundo do cinema, remeteu-nos para a partilha de um excerto das históricas filmagens levadas a cabo pela Invicta Film aquando do funeral do nosso mais singular e carismático Presidente da República. 
Recordemos esse momento e honremos o herói!

Excerto da reportagem Dever que mata, de 1918, mostrando cenas do 
funeral do Presidente Sidónio Pais.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Afonso de Albuquerque: 500 Anos de Memória e Materialidade

«Albuquerque foi o primeiro homem do Ocidente a medir-se com os sultões, vizires e rajás da Pérsia e da Índia. Soube arquitectar estratégias militares e diplomáticas adaptadas a um Oriente em mutação.»
Geneviève Bouchon em Afonso de Albuquerque: 
O Leão dos Mares da Ásia

No mesmo ano em que Nicolau Maquiavel iniciou a redacção do seu célebre tratado intitulado O Príncipe, já Afonso de Albuquerque superava na prática os ensinamentos do famoso pensador renascentista. O "César do Oriente", o "Grande", o "Leão dos Mares", o "Marte Português", o "Terrível", foram vários os cognomes com que a História coroou de glória um dos nossos maiores.
Afonso de Albuquerque, o homem que propôs ao Rei de Portugal destruir o islão, apresentando um arrojado projecto que visava fazer explodir a famosa Caaba de Meca, soube como ninguém defender os interesses do Império Português no Oriente, controlando toda a área do Índico e parte do Golfo Pérsico. Um homem de pensamento e de acção que, infelizmente, como tantos outros na nossa História, foi combatido a partir de dentro por meros motivos de ciúme e inveja. Hoje, passados 500 anos desde a sua morte, a sua heróica gesta perdura, de uma forma inabalável, na memória dos homens e na materialidade do seu legado histórico. 
Celebrando esta alta figura da nossa História, o Movimento Internacional Lusófono (MIL), em parceria com a Sociedade Histórica para a Independência de Portugal (SHIP), a Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) e o Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT), organiza durante o presente mês, em Lisboa, o colóquio Afonso de Albuquerque: 500 Anos de Materialidade. Este encontro com uma comissão organizadora formada por Miguel Castelo Branco, Octávio dos Santos e Renato Epifânio, terá lugar na BNP, dia 16 de Dezembro, e na sede da SHIP, no Palácio da Independência, dia 17 de Dezembro. Paralelamente, estará ainda patente ao público no ANTT, entre os dias 15 de Dezembro e 23 de Janeiro, uma mostra documental subordinada à temática deste encontro.
No decorrer do primeiro dia deste colóquio haverá ainda espaço para a apresentação de algumas obras publicadas sob a chancela do MIL, bem como do 16.º número da revista Nova Águia e o 9.º número da revista Finis Mundi. Para consular o programa detalhado, ou obter mais informações, visite-se a página oficial deste colóquio, disponível em http://albuquerque500.blogspot.pt.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. 

(Clicar na imagem para ampliar.)

domingo, 6 de dezembro de 2015

Eduardo Lourenço e a não-clarividência do politicamente correcto no Portugal democrático

A clareza política do Eduardo Lourenço está ao nível do civismo do Mário Soares. Segundo o filósofo português, a França de hoje tem ainda a imagem de Luís XIV e nós, europeus, devemos muito aos americanos que nos salvaram várias vezes ao longo do século XX, a começar pelo "auxílio" dado na I Guerra Mundial.
Portugal, terra de heroísmo e de génio, encontra-se mais do que nunca amordaçado pelas correntes estrangeiristas. Um mal que hoje se torna bem mais nocivo do que outrora face à ditadura do "politicamente correcto", na qual só singram os medíocres e os alinhados com os detractores da Pátria e falsificadores da História.
Deus nos salve dos "democráticos génios portugueses".

Eduardo Lourenço no programa televisivo O Princípio da Incerteza.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Mais um 1.º de Dezembro...

1.º de Dezembro de 1640. Uma época em que as palavras de ordem dizendo "morte aos traidores" não representavam apenas mais um estéril slogan político lançado ao acaso da campanha eleitoral por um partidozeco de esquerda criado pela CIA!
Portugueses verdadeiros, de corpo e alma, ainda existem! Poucos, porém fiéis à sua Pátria, à sua bandeira, à sua História, ao seu Povo e respectiva tradição!

Viva Portugal! Morte aos traidores!

Ilustração de Carlos Alberto Santos mostrando o episódio da morte do
traidor Miguel de Vasconcelos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Da pura hipocrisia e maldade abrilista, ou como os democratas odeiam Portugal e os Portugueses!

Os que hoje em Portugal defendem o acolhimento de uma massa de "refugiados" são os mesmos que em 1975, após o abandono criminoso dos nossos territórios ultramarinos, renegaram os seus irmãos de sangue, maltratando-os e humilhando-os. Chamavam-lhes "retornados" e exigiam a sua saída de Portugal continental e o seu regresso às terras onde sempre viveram até estas lhes serem espoliadas.
Vítimas da perfídia socialista abrilista, foram considerados um peso para a precária economia portuguesa resultante do desastroso 25 de Abril. Por sua vez, os "refugiados" de hoje são considerados uma "mais valia", enquanto milhares de portugueses são todos os anos constrangidos a abandonar a sua Pátria em busca de uma oportunidade, como se não passassem de um pesado fardo para a Nação.
As conclusões a retirar desta triste história ficarão à responsabilidade e consciência de cada um.

O drama dos retornados constitui um dos mais tristes episódios
do Portugal contemporâneo.

sábado, 24 de outubro de 2015

Centenário da Morte de Ramalho Ortigão

«O modo mais eficaz de seres útil à tua pátria é educares o teu filho.»
Ramalho Ortigão em As Farpas

Figura incontornável da famosa Geração de 70, Ramalho Ortigão pautou-se sempre por uma verticalidade e moral correspondente à grandeza do seu génio. Não será por isso de estranhar as sucessivas gerações que o autor e pensador portuense foi influenciando, tanto em vida, como já após a sua morte, em 1915. 
Recordando o centenário do seu falecimento, a Universidade do Porto, juntamente com a Fundação Eng. António de Almeida, a Irmandade da Lapa e a Câmara Municipal do Porto, promove entre 29 de Outubro e 14 de Janeiro um ciclo de quatro conferências dedicadas a alguns aspectos da vida e obra de Ramalho Ortigão. Os oradores convidados para este ciclo são José Carlos Seabra Pereira, Jorge Fernandes Alves, Pedro Tavares e Isabel Pires de Lima. 
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.  

(Clicar na imagem para ampliar.)

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Um exemplo sobre como manipular a História e manter as massas na ignorância

«Se, até aqui, o fanatismo disputou à hipocrisia e à corrupção moral o primeiro plano, vê-lo-emos nessa tela, cuja vastidão duplica, alongar-se para o fundo do quadro.»
Alexandre Herculano em História da Origem e Estabelecimento
da Inquisição em Portugal

À esquerda, Árpád Szenes e Vieira da Silva. À direita, uma fotografia de Paris
após os bombardeamentos norte-americanos, em 1944.

A manipulação e falsificação em História representam dois factores que detonam e inviabilizam qualquer possibilidade de vivermos em comunidade de acordo com os princípios da sã convivência e harmonia, em plena preservação da nossa saúde mental. Porém, todos sabemos a forma ardilosa como os poderes instalados depois do trágico desfecho da II Guerra Mundial, em 1945, projectaram nos olhos dos menos vigilantes as fantasias cinematográficas subordinadas a uma determinada opinião política e a um pseudo-conhecimento histórico. A grande golpada, levada a cabo com a ajuda imprescindível da psicanálise e outras democráticas "artes encantatórias", contribuiu desta maneira para a criação de um mundo ocidental doente, triste, revoltado consigo mesmo, auto-destruidor, penitente, alucinado, absolutamente decadente e mergulhado nas mais lúgubres trevas da incultura e profunda imbecilidade.
Ontem, no Forte de S. João Baptista, na Foz do Douro, enquanto assistíamos a uma apresentação de um tal de Renato Santos - sujeito irritante que se auto-denominou por três vezes historiador de arte -, apercebemo-nos até onde se tinha enraizado toda uma decadência alimentada pelos mesmos cancros mal-pensantes de sempre: os democráticos, os liberais e os marxistas. Todo cheio de si, o dito historiador de arte enfadou os presentes com as suas extenuantes masturbações pseudo-intelectuais ao longo de uma penosa apresentação acerca da pintora Vieira da Silva. Patranhada atrás de patranhada, o rapazote de bigodaço catita e trejeitos bastante suspeitos lá foi debitando os seus palpites a propósito do que, do alto da sua douta ignorância, via e lia nos quadros de Vieira da Silva.
Não haveria mal algum caso, inerente à ignorância e a uma sofrível apresentação, não estivesse o figurão desde logo a incorrer em erros históricos gravíssimos, caindo de forma voluntária, ou involuntária, na criação de mais preconceitos e desvios àquilo a que, numa perspectiva positivista da História, poderemos chamar de factos. Assim, interpretando um dos quadros de Vieira da Silva, o douto historiador de arte afirmou ver nele representado o metro de Paris durante os bombardeamentos alemães. Sim, foi mesmo isso que ele afirmou: os bombardeamentos alemães da cidade de Paris. Uma mentira que hoje em dia se cola, facilmente, junto dos mais incautos e mal preparados, contribuindo para a legitimação de mais uma instituição de fundo pró-judeu e sionista como é a Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva.
Acontece que, de facto, a capital francesa foi bombardeada em 1944, mas não pelos alemães. Os bombardeamentos foram levados a cabo pelos norte-americanos, entre os dias 20 e 21 de Abril de 1944. E não, os alemães não incendiaram as livrarias de Paris durante o período da ocupação. Curiosamente, aquela cidade conheceu até grande vitalidade cultural durante o período da ocupação nacional-socialista.  
O tal Renato Santos, o historiador de arte, não é propriamente um curioso sobre a obra da pintora Vieira da Silva, nem tampouco alguém não familiarizado com a artista de origem portuguesa. Na verdade, ele trabalha para a Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, tendo sido na qualidade de representante daquela instituição que o mesmo se apresentou ontem naquele encontro. Ora, tratando-se estes erros de desconhecimento histórico, ou mera filha da putice, preocupa-nos enquanto portugueses o estado a que chegaram a nossa Educação e Cultura, bem como a incúria e o propositado desmazelo intelectual, notório nas pessoas que são arregimentadas nas fileiras do “politicamente correcto” para ocuparem funções em instituições culturais nesta pérfida e democrática III República.

sábado, 13 de junho de 2015

Apresentação das Obras Completas de Rolão Preto

«E, se profundamente encanta saber que os novos de hoje manifestam de forma clara o desejo de prolongar, por eles próprios, o esforço de quantos procuram realizar um Portugal maior em justiça, confesso no entanto que mais entusiasma e exalta o facto em si duma mocidade que se não conforma, antes se alvoroça e procura ansiosamente uma certeza onde apoiar o seu sonho.»
Rolão Preto em Para Além da Guerra.

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Personalidade complexa e bastante controversa dentro do nacionalismo português, Rolão Preto foi, ainda assim, uma figura incontornável no panorama político nacional da primeira metade do século XX. Próximo da génese do Integralismo Lusitano, foi dentro do Nacional-Sindicalismo que se notabilizou. Ao longo do seu conturbado percurso político, Rolão Preto escreveu várias obras e colaborou com muitas publicações periódicas, tendo dirigido alguma delas. Dessa imensa tentativa de desencadear uma acção doutrinal nasceu um vasto legado, disperso e hoje pouco conhecido do grande público.
As Edições Colibri editaram recentemente dois volumes com as Obras Completas de Rolão Preto. Uma obra importante para o aprofundamento do legado político do chefe dos nacionais-sindicalistas, bem como para a própria compreensão do espectro político português da sua época. O lançamento deste trabalho está marcado para amanhã, dia 14 de Junho, pelas 19:00, no Auditório da Feira do Livro de Lisboa. A apresentação ficará a cargo de Luís Bigotte Chorão, José de Melo Alexandrino e Francisco Rolão Preto. 
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Camões, Os Lusíadas e a Identidade Nacional

Em vésperas de mais um Dia de Portugal, o semanário O Diabo publicou três interessantes páginas que sintetizam a relação daquele que foi o maior poeta de todos os tempos - Luís Vaz de Camões -, com a sua Pátria e a identidade do seu povo. Hoje poderá parecer estranho o facto do Dia de Portugal estar associado à figura de um poeta, sendo que se perdeu entre nós esse elo entre essa figura colectiva e o povo que ela canta e eterniza. Porém, o culto dos poetas sempre foi algo bastante enraizado na tradição portuguesa. Uma vivência tão mística quanto cultural que provém já desde tempos que remontam aos alvores da nacionalidade. 
Quanto ao autor da obra épica Os Lusíadas, ele serviu sempre como factor de união entre diferentes facções político-ideológicas, desde que elas comungassem um mesmo fundo: o incondicional amor a Portugal. Talvez por esse motivo o 10 de Junho seja entre os chamados feriados civis aquele que é celebrado de uma forma mais intensa. 
Temos tudo quando temos Portugal! Viva Portugal!

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quarta-feira, 3 de junho de 2015

O confronto ancestral entre o homem e a besta

«...a tourada à portuguesa descende de um culto antigo relacionado com o ar, ao passo que a tourada à espanhola descende do circo romano, onde animais e homens tinham de combater até à morte.»
Rainer Daehnhardt em Páginas Secretas da História de Portugal

Painel de mosaico com uma representação do labirinto e cabeça do
Minotauro, localizado na Casa dos Repuxos, em Conímbriga.

O touro, o javali e outros animais conhecidos pela sua ferocidade foram noutros tempos fundamentais à iniciação guerreira do povo lusitano. O confronto frontal com as bestas, olhando-as nos olhos sem temor da morte, aguardando as suas investidas, mostravam a bravura e a coragem necessária para entrar na idade adulta. Este confronto com a morte tonava-se sagrado ao aliar a solitária iniciação guerreira ao espírito de camaradagem marcial consagrado à protecção dos deuses. A natureza telúrica desses ritos mostra desde logo o apego e enraizamento incondicional à terra, numa leitura que pode ser alvo de inúmeras análises e perspectivas.
Um reflexo desses tempos antigos e desse fundo ancestral é ainda hoje encontrado nos forcados portugueses, responsáveis pela único momento digno do espectáculo tauromáquico. Quando o forcado é colhido e derrubado pelo touro que enfrenta, opondo-lhe a este apenas o seu próprio corpo, um grupo de camaradas apressa-se a conter a força da besta usando o mesmo meio. Não raras vezes o confronto do forcado com o touro torna-se mesmo fatal, sendo igualmente frequentes os acidentes em que o herói, sendo ferido, é de imediato protegido pelos seus companheiros. Estes, imbuídos pelo mesmo espírito de heroicidade, saltam para cima do companheiro ferido, oferecendo os seus corpos como escudos contra as investidas do feroz animal. Afinal, a cada guerreiro Deus deu um camarada. Alguém que está lá, marcando presença a cada momento... Sobretudo nos piores.


Mostra de bravura, companheirismo e camaradagem.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Da Guerra de África ao 25 de Abril

«O Poder caiu na rua de onde foi dirigido pelo PCP (única força organizada que sabia o que andava a fazer), e demais forças de esquerda e toda a sorte de arruaceiros.
Entrou-se numa espiral de loucura e desagregação com os resultados já mencionados a nível militar e nas parcelas espalhadas pelo mundo.
Observadores estrangeiros mais atentos classificavam o país de "manicómio em auto-gestão". Não estiveram longe da verdade.
»

Hoje, durante o lançamento no Porto do livro Guerra d'África 1961-1974 - Estava a Guerra Perdida?, tanto os autores Humberto Nuno de OliveiraBrandão Ferreira, como o apresentador da obra, Alexandre Lafayette, levantaram o véu da vergonha que procura ocultar uma das maiores traições e demissões patrióticas da História. Lembrando que a nossa Guerra de África assentava na defesa do território português e das suas populações contra as agressões internacionalistas lideradas pela União Soviética e os EUA, os interlocutores desconstruíram factualmente a visão histórico-retórica do regime abrilista, confrontando e aniquilando o delírio dos traidores da Pátria com uma lição de História imbuída de um elevado sentido patriótico. Afinal, para além de justa e legítima aos olhos da História e da política internacional, a guerra estava ganha e os territórios ultramarinos controlados, não tivesse esta missão de mobilização nacional sido usada e manipulada politicamente pelos opositores do regime e os habituais detractores dos interesses pátrios.
Reflectindo-se acerca da natureza e missão das Forças Armadas, concluiu-se que quem envereda por uma carreira de armas abraça desde logo um modo de morrer. Porém, confrontando esses princípios com o papel das Forças Armadas no desfecho da Guerra de África e do golpe de 1974, somos obrigados a constatar que muitos dos que na altura fizeram juramento de bandeira fizeram-no com reservas mentais, abraçando a carreira militar como um modo de vida. Daí à traição de 25 de Abril foi apenas um pequeno salto.
De facto, pegando nas palavras de Brandão Ferreira, a guerra é uma coisa horrível, mas perdê-la é ainda pior. Sobretudo quando a perdemos intramuros, sub-repticiamente, no Terreiro do Paço, em Lisboa, na capital do Império Português, por falta de fé na vitória. Assim, aos militares de Abril devemos imputar os crimes de traição à Pátria e de genocídio levado a cabo contra as populações portuguesas espalhadas pelos diversos cenários de guerra. Independentemente das suas raças e credos, estas foram abandonadas por quem tinha a obrigação sagrada de as proteger, importando por isso encontrar-se os culpados para que estes possam ser julgados à luz da História.
Com a vitória desta guerra nas mãos, Portugal viu-se traído, perdendo de uma só vez 95% do seu território e 60% da sua população. Há quem ainda hoje, deslumbrado pela voz dos que apunhalaram a Pátria, insista em falar nos “ventos da história” e na inevitabilidade de uma outra ficção chamada descolonização. Ora, são exactamente essas vozes “politicamente correctas” que devemos silenciar, mostrando às novas gerações, obreiras de um Portugal a fazer, o que realmente aconteceu nessas tristes páginas da História de Portugal. Só assim poderemos evitar o branqueamento histórico e o esquecimento das nossas vítimas, dos nossos mártires, dos nossos heróis e das nossas gentes.

Sessão de apresentação da obra Guerra d'África 1961-1974 - Estava a Guerra
Perdida?
, decorrida no Palácio dos Viscondes de Balsemão (Porto), com as
presenças de Alexandre Lafayette, Humberto Nuno de Oliveira e Brandão Ferreira.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

As Aparições de Fátima: Uma entrevista com José Carvalho

Ao longo dos últimos anos o profícuo historiador José Carvalho tem vindo a dedicar grande parte do seu trabalho e da sua investigação à História da Igreja em Portugal. Dando particular atenção ao século XX, o fenómeno de Fátima ecoa em várias das obras que escreveu. A perspectiva católica e monárquica que perfilha enfatiza a grandeza de uma das mais importantes manifestações do sagrado de que há registo na Idade Contemporânea, contrariando as forças de dissolução que, ano após ano, procuram denegrir e profanar a sagrada natureza e mensagem das Aparições de Fátima.
Este ano, por ocasião de mais um mês de Maio - mês de Maria -, José Carvalho publicou, através da Prime Books, o livro Nossa Senhora de Fátima: História das Aparições. Uma obra propósito da qual foi entrevistado pelo semanário O Diabo. Recomendamos a leitura das suas palavras. 

(Clicar na imagem para ampliar.)

quarta-feira, 6 de maio de 2015

João Ameal: Reflexões em torno do seu tempo e do nosso!

Não será nenhuma novidade, mas passamos hoje por tempos bastante conturbados e obscuros. Vivemos aquilo a que muitos chamam de "dias do fim". Passadas quatro décadas desde que findou a última estação do Império Português, vivemos cada vez mais de um modo individualista e egocêntrico sem que, aparentemente, qualquer desígnio maior se manifeste para, por ele, podermos entregar-lhe a nossa vida. Seja por sacrifício, ou mera fidelidade e espiritual dedicação.
A acomodação das últimas gerações, o domínio sobre estas imposto através do controlo da sua força genésica e o arrefecimento do sangue quente aburguesaram, padronizadamente, a nossa juventude. Alienada e sujeitada às evidências em que a obrigam a acreditar, ela resigna-se, deixando-se sobreviver, contentando-se com o pouco que lhe é garantido como seguro. Neste cenário terrível, muitos são os que, entre os mais esclarecidos, acabam também por resignar-se ou soçobrar. A solidão e a desolação são fortes inimigos que, tal como a cegueira dos simples e pobres de espírito, nos empurram a todos para a desistência, o desânimo e, consequentemente, para a mediocridade, fazendo esquecer que viver é afinal um sinónimo de lutar. 
O tempo presente é para cada indivíduo o seu espaço de criação, conquista, amor e paixão. Não devemos por isso de fugir ao nosso destino de soldados, procurando saídas fáceis ou confortáveis. Sejamos heróis, ainda que em sacrifício de nós mesmos, mas nunca desertores ou delatores. Não estando livre de errar, reside no indivíduo a escolha de querer viver no erro, ou de ultrapassá-lo, superando-o com heróica e elegante grandeza.          
No fundo, esta foi uma das intemporais mensagens que João Ameal perpetuou, em 1942, no seu livro Rumo da Juventude. Importa conhecer as suas palavras, carregadas de uma enorme actualidade e amor por uma vida verdadeira:
«Quis a Providência que viéssemos numa hora crítica e ardente, cheia de angústias, de problemas, de conflitos. Será por fazer parte duma geração que já principiou a viver dentro desta atmosfera intensa? Será por não ter chegado a gozar os moles benefícios e as suaves apatias da vida de há cinquenta anos? O certo é que me parece dever a Deus uma graça inestimável por me haver feito conhecer este grande momento da História - em que se abrem caminhos novos e se sentem germinar as seguras promessas de um mundo diferente. 
(...) 
Como não há-de, pois, entristecer-me o saudosismo desses espíritos fracos que lamentam não ter nascido cinquenta anos mais cedo?...Quanto a mim, se me fosse dado a escolher, escolheria ter nascido quando nasci - no limiar deste século agitado, convulso, dramático, renovador. Escolheria assim, justamente por ser um campo de batalha em que todos os homens conscientes se vêem obrigados a defender a sua trincheira. Já o adivinhava Ernesto Hello (e note-se: em plena atmosfera equívoca do liberalismo declinante), ao traçar a frase profética: - "A sociedade em que vivemos obrigará cada homem a definir-se, a pronunciar-se, a ser, mesmo involuntariamente, soldado..." 
(...) 
A vida é luta sem fim. O futuro sai, modelado por nossas mãos, da ígnea tormenta das batalhas. Pobres dos que não sabem afrontar este viril imperativo do Destino!»
João Ameal (1902-1982). 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Portugal Razão e Mistério: Encontrada a terceira parte de uma das principais obras de António Quadros

«Só peço a Deus que me dê tempo, força e cabeça para concluir as obras que tenho projectadas. O terceiro e quarto volume de Portugal Razão e Mistério; um livro sobre a filosofia portuguesa, de Bruno a Orlando; um outro livro, sobre O Primeiro Modernismo Português (…) e ainda outros que tenho na cabeça.»
Excerto de uma carta de António Quadros para 
António Telmo, datada de Janeiro de 1987. 

Capas da primeira edição dos dois primeiros volumes de Portugal Razão e Mistério.

Publicados através da chancela da Guimarães, os dois volumes de Portugal Razão e Mistério são considerados pela vasta maioria dos conhecedores e hermeneutas da obra de António Quadros como a sua obra-prima. Pensada para quatro volumes, apenas dois foram publicados ainda em vida do filósofo português, sabendo-se que um terceiro estaria praticamente terminado nas vésperas da sua morte. 
De resto, este foi um dos temas debatido com mais interesse no colóquio internacional António Quadros: Vida, Obra e Contextos que decorreu em Lisboa e Rio de Janeiro, em Maio e Junho de 2013. Nessa altura, António Braz Teixeira e Pinharanda Gomes partilharam, com os participantes desse encontro nas sessões de Lisboa, as conversas que mantiveram com António Quadros a propósito da terceira parte dessa obra. Falou-se na certeza da sua existência, apesar da incerteza quanto ao seu paradeiro. 
Desaparecida desde a morte de António Quadros, a terceira parte da obra Portugal Razão e Mistério terá sido recentemente localizada e identificada no espólio da Fundação António Quadros. Esta notícia foi avançada através da revista Nova Águia, onde esta descoberta foi descrita como «um raio de luz nestes tempos sombrios...» Efectivamente, a tetralogia iniciada por António Quadros propunha-se a realizar uma importante síntese e reflexão em torno de Portugal, da natureza teleológica da nossa História, cultura, espírito e tradição. 
Os derradeiros anos de António Quadros foram férteis em projectos editoriais, sendo que muitos deles acabaram, lamentavelmente, por nunca se realizar. A morte, reclamando-o cedo demais, fez com que a sua partida nos impossibilitasse de alcançar um maior domínio em matéria do conhecimento relativo à nossa Espiritualidade Pátria. Esperemos que com a recente redescoberta e futura publicação do terceiro volume de Portugal Razão e Mistério possamos, finalmente, desvendar um pouco mais do pensamento de António Quadros, mergulhando mais fundo nas misteriosas e matriciais raízes da nossa Pátria. 

sábado, 25 de abril de 2015

O sonho e o grito no contexto da decadência democrata

Amorim de Carvalho escreveu, após o 25 de Abril de 1974, uma obra emblemática intitulada O Fim Histórico de Portugal. Para este pensador português, o final do Estado Novo e consequente queda do Império Português desencadeou uma série de acontecimentos que levariam à tão famigerada "morte de Portugal", ansiada por todos os falsos portugueses. Porém, esta morte jamais se verificou, pois a força vital da Pátria é sempre luminosa e em tudo superior face às antagonistas forças de dissolução.
A III República, imposta a Portugal e aos Portugueses pela mesma canalha do 5 de Outubro de 1910, foi logo na sua génese um nado-morto, um cadáver adiado que, ano após ano, demonstra ser incapaz de procriar. O plano para enterrar Portugal e o Império falhou no seu primeiro objectivo, contudo, os danos causados pelo sucesso do segundo tornaram-se, para muitos, um prelúdio do fim. Contudo, alguns portugueses não se rendem e, desde aquela negra madrugada de Abril, muitos foram os que continuaram, ou retomaram, a luta e o sonho de reerguer de Portugal, devolvendo-lhe todo o seu esplendor. 
Esse sonho é aquele mesmo grito sentido e cantado por Rodrigo Emílio, num dos seus muitos poemas de combate:

Abril, Abril foi o mês...
À hora mais desabrida...
(- Que silêncio que se fez, 
desde então, na minha vida!...)

Mas o silêncio, suponho, 
foi a razão por que vim
com este sonho: este sonho,
aos gritos dentro de mim!

O fim dos cravos colhidos será,
inevitavelmente, o mesmo da democracia.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

107.º Aniversário do Regicídio

O Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908 foi um dos muitos episódios que marcaram o início de um sangrento século XX. Apesar de não poder ser descurado o contexto internacional em que decorreu o trágico atentado que ceifou as vidas ao Rei D. Carlos e ao seu filho e herdeiro D. Luís Filipe, existem aspectos bastante particulares que nos obrigam a debruçar sobre vários aspectos da vida política portuguesa dos finais do século XIX e inícios do século XX. 
Hoje, passados 107 anos sobre aquele acto terrorista levado a cabo por membros da carbonária, existem ainda muitos mistérios por resolver. Entre os quais, qual o paradeiro do processo judicial desencadeado por aqueles crimes. 
Este e outros aspectos que envolveram o Regicídio foram abordados recentemente num artigo publicado pelo semanário O Diabo. Vale a pena ler!

(Clicar na imagem para ampliar.)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Salazar, Maurras e a Argentina: Entrevista com Marcos Pinho de Escobar

Autor da obra Perfiles maurrasianos en Oliveira Salazar, publicada na Argentina, Marcos Pinho de Escobar tem sido um dos maiores exegetas do pensamento e obra daquele que é por muitos considerado o "último grande chefe providencialista". Em entrevista ao jornal O Diabo, o investigador português falou da importância histórica de Salazar, das suas influências, assim como da sua actualidade enquanto referência orientadora num mundo que há muito perdeu o seu Norte.    

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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Ciclo de Tertúlias Bruninas

«Sampaio Bruno fazia de cada artigo uma lição. Ao sábio que merecia ensinar no Curso Superior de Letras, ao lado de Teófilo Braga e de Adolfo Coelho, coube a missão, talvez mais alta, de propagar o messianismo por intermédio dos jornais da cidade do Porto.»
Álvaro Ribeiro em Sampaio (Bruno)

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2015 será um ano de evocação e celebração da memória do filósofo portuense Sampaio Bruno, considerado por Álvaro Ribeiro como o pai da Filosofia Portuguesa. Falecido em Novembro de 1915, assinala-se este ano o centenário da sua exaltação, esperando-se por isso que esta efeméride sirva de mote para a recuperação de uma das personalidades mais fascinantes e complexas da cultura portuguesa na viragem do século XIX para o século XX.
Portuense ilustre, Sampaio Bruno começou por destacar-se na imprensa da sua época, bem como pelas funções que desempenhou como director da Biblioteca Pública Municipal do Porto tendo, juntamente com Guerra Junqueiro, Antero de Quental, Basílio Teles, entre outros intelectuais, animado a vida cultural nacional de finais do século XIX e inícios do século XX. Autor de obras seminais como Brasil Mental, A Ideia de Deus ou O Encoberto, foi uma das principais referências para personalidades como Teixeira de Pascoaes, Leonardo Coimbra, Teixeira Rego, Fernando Pessoa, entre inúmeros outros. Não obstante todas as marcas deixadas pela sua produção intelectual, bem como pela presença vívida que impunha à sociedade da sua época, a figura de Sampaio Bruno acabou por precipitar-se, tal como a sua obra, no frio esquecimento da vasta maioria dos portugueses. Uma realidade trágica que, inevitavelmente, acabou por afectar a própria percepção de todo o século XX português.
Republicano, mas patriota, passou pelo exílio em França após o seu envolvimento na tentativa não lograda de implantação da República ocorrida na cidade do Porto a 31 de Janeiro de 1891. Abandonando gradualmente o racionalismo opressor e estrangeirado de que padecia a sociedade portuguesa, embarcou na construção de uma corrente de pensamento de inspiração mística e esotérica, situada nos antípodas da primeira fase da sua produção intelectual. Tal como Basílio Teles e outros republicanos de feição patriótica e não jacobinos, acabou por afastar-se das hostes republicanas que cedo percebeu incorrerem num pérfido antagonismo face à tradição portuguesa. Foi sobretudo durante esse período compreendido entre o seu exílio e a saída do Partido Republicano Português que, Sampaio Bruno, como tão bem descreveu Pedro Sinde em Sete Sábios Portugueses, se terá tornado ainda mais «secreto, aliás, deliberadamente secreto» e «propositadamente obscuro».
De forma a homenagear a vida e obra de tão cativante e enigmática personalidade, o Ateneu Comercial do Porto – instituição histórica indissociável da vida cultural da cidade Invicta e da qual Sampaio Bruno foi sócio –, irá promover um ciclo de tertúlias ambientadas no vasto universo brunino. Com uma periodicidade mensal, estes encontros iniciam-se já no próximo Sábado, dia 31 de Janeiro, pelas 17:00, com uma intervenção de Paulo Samuel a propósito do papel de Sampaio Bruno no 31 de Janeiro de 1891. Estas sessões prolongar-se-ão até ao próximo mês de Novembro, contando com as participações de Pedro Sinde, Henrique Manuel Pereira, Joaquim Domingues, Paulo Borges, José Marques, Edward Luiz Ayres d’Abreu, Renato Epifânio, Carlos Aurélio e Rodrigo Sobral Cunha.
Co-organizado pelo MIL (Movimento Internacional Lusófono) e a Nova Águia, este Ciclo de Tertúlias Bruninas conta ainda com as parcerias institucionais da Fundação Lusíada, Círculo António Telmo, Ordem de Ourique, MPMP (Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa) e revista Glosas. A participação nestas sessões será sempre livre e aberta a toda a comunidade. Para mais informações acerca da programação recomenda-se uma visita à página oficial do Ateneu Comercial do Porto, ou do Ciclo de Tertúlias Bruninas.
Não percam!