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domingo, 10 de março de 2013

História Politicamente Incorrecta do Portugal Contemporâneo

«Ao contrário do que se possa pensar, este livro não desfaz apenas os mitos progressistas. Sim, os mitos da esquerda, a Rainha de Copas da nossa memória, são o alvo principal. Mas, nas entrelinhas, alguns mitos das direitas também são desfeitos. Porquê? Bem, porque boa parte dos nossos direitistas ainda pensa que ser de direita é o mesmo que dizer o exacto contrário da esquerda. E daí resulta a criação ou manutenção de mitos tão preguiçosos como os mitos da esquerda. Sem o saber, grande parte da nossa direita continua colonizada pela esquerda.»

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Henrique Raposo, jovem investigador académico, mais conhecido enquanto cronista do Expresso, acaba de afrontar os principais arautos da inverdade histórica instalados na nossa sociedade, lançando no mercado livreiro um inflamado volume de farpas dedicado à análise historiográfica dos nossos últimos 150 anos – a História Politicamente Incorrecta do Portugal Contemporâneo. Incómodo e indigesto para muitos, este livro desfia um novelo de factos, derrubando velhos mitos e deixando a nu a última centúria e meia de anos da nossa história.
Quantas vezes fomos já confrontados com a mentira de uma suposta natureza beata de Salazar, resultante de uma estreita relação com a Igreja Católica, ou com a responsabilidade do antigo Presidente do Conselho no atraso de Portugal e no nosso isolamento face à comunidade internacional? A que se deveu o facto de procurarem fazer-nos acreditar na incapacidade e falta de vontade do Estado Novo em combater o analfabetismo? Terão sido as políticas africanistas e luso-tropicalistas inspiradoras de um Portugal imperial feito do Minho a Timor uma parafilia megalómana exclusiva das direitas portuguesas? Por que razão se prega a mentira de que devemos a Mário Soares e aos socialistas a entrada de Portugal na CEE? Será o domínio cultural da esquerda uma realidade e inevitabilidade histórica? Quem terá sido o grande vencedor do 25 de Novembro, Álvaro Cunhal ou a democracia? Estas são algumas das questões colocadas e respondidas por Henrique Raposo em História Politicamente Incorrecta do Portugal Contemporâneo, obra recentemente publicada pela editora Guerra & Paz e que muito dificilmente passará despercebida.
Uma das primeiras conclusões desvendada neste livro passa pela denúncia da ambiguidade de duas das mais incontornáveis figuras da política portuguesa do século XX – António de Oliveira Salazar e Mário Soares. Sobre estas duas figuras, às quais poderemos juntar uma terceira, Álvaro Cunhal, edificam-se hoje os grandes pilares do novíssimo testamento histórico do Portugal contemporâneo. Um testamento pejado de falsos ídolos que, invocando os princípios da cosmética platónica, os artífices da mentira ajudaram a construir criando uma conveniente mas falsa memória de um povo míope, conscientemente cultivado pela incultura durante a III República.
Na introdução à sua História Politicamente Incorrecta do Portugal Contemporâneo, Henrique Raposo esclarece assertivamente o leitor acerca dos principais alvos que almeja abater com olímpica precisão, isto é, os mitos da esquerda que poluem a nossa memória histórica mais recente. Com isto, o autor acaba igualmente por demonstrar através da formulação dos seus ensaios de interpretação histórica de que forma a nossa direita permanece colonizada por uma esquerda hábil e camaleónica, deitando por terra algumas torres de marfim constituintes do imaginário mito-político das várias direitas portuguesas.
Trata-se de uma obra a ler atentamente, de uma forma descomplexada e livre de preconceitos, devendo-se no final reflectir a fundo sobre ela. Afinal, as soluções para os problemas do Portugal presente e futuro poderão estar matizadas nas frinchas do grande muro das inverdades que, lamentavelmente, não nos permite olhar para o nosso horizonte.

domingo, 15 de julho de 2012

Constatações óbvias face a uma identidade milenar

«Nunca estive num país em que tivesse de recuar três ou quatro séculos para o perceber.»
Albert Jaeger acerca de Portugal numa entrevista ao semanário Expresso.

Albert Jaeger, representante permanente do Fundo Monetário
Internacional (FMI) em Portugal.

Para o bem, ou para o mal, as palavras do austríaco responsável pela coordenação, desde Outubro passado, da missão de observação do FMI em Portugal revelam a mais expectável das conclusões para quem acaba de descobrir a nossa Identidade quase milenar. O "general" do exército invasor "troikiano", parece ter-se rendido às evidências histórico-culturais de Portugal, incluindo todos e quaisquer traços, positivos ou negativos, identificadores da personalidade colectiva do Homem Português. Da sua constatação podemos concluir que Portugal é um dos principais baluartes da cultura e identidade ocidentais e, por ventura, o principal obstáculo à criação de uma federação europeia ou, numa perspectiva mais radical, de um Estado global.
Este caso parece reafirmar uma vez mais a ideia de Gilbert Durand, segundo a qual Portugal seria um repositório espiritual da Europa. Mas antes de tornar-se numa reserva espiritual da cultura ocidental, o nosso país é, antes de tudo, um espaço de identificação consigo mesmo. Uma Pátria e uma Nação com raízes bem profundas. Dá que pensar...

terça-feira, 10 de julho de 2012

História de Portugal distribuída gratuitamente com o Expresso

«Apesar das limitações do nosso trabalho, gostaríamos que esta História de Portugal despertasse a atenção para a importância da História como meio de dar profundidade à reflexão e debate público sobre o país, por vezes demasiado circunscrito por uma tecnocracia "presentista", para quem Portugal parece ter começado hoje. Porque a História não é só um acervo de conhecimentos, mas uma maneira de pensar.»
Rui Ramos no prólogo da sua História de Portugal

Numa tentativa de assegurar a fidelidade dos seus leitores durante os meses de Verão, o semanário Expresso apostou na oferta da História de Portugal de Bernardo Vasconcelos e Sousa, Nuno Gonçalo Monteiro e Rui Ramos, autor e coordenador. 
Sucesso de vendas da Editora Esfera dos Livros, esta obra é agora reeditada em 9 volumes, publicados em formato de bolso, com caixa arquivadora. De crucial importância para a nossa historiografia mais recente, este trabalho representa já um marco incontornável da investigação histórica feita em Portugal. Ilustrando 900 anos da nossa História, esta obra abrange todo um período que vai do Condado Portucalense até à actual III República.
A sua distribuição é gratuita e terá início já no próximo Sábado, dia 14 de Julho, prolongando-se até 8 de Setembro. Trata-se de uma colecção obrigatória a não perder!

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