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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

D. Manuel I: O Rei que herdou um Império

D. Manuel I foi o único rei no mundo a ver o seu nome associado a um estilo decorativo próprio – o manuelino. Chamado por António Quadros de barroco atlântico, este estilo decorativo é muito significativo dos pontos de vista simbólico e material, representando um elemento fundamental para a definição histórico-identitária do nosso povo e da nossa gesta. Neste estilo encontram-se também sintetizadas a força e o poder de um rei que soube cobrir-se a si e ao seu povo com as maiores glórias.
O Diabo desta semana apresenta um texto da autoria de José Almeida sobre D. Manuel I, convidando-nos a fazer uma leitura situada algures entre o monarca histórico e os seus símbolos anistóricos. 

(Clicar na imagem para ampliar.)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Triste Noivo

Romance à morte e memória do príncipe Dom Afonso de Portugal, filho único e herdeiro de D. João II, falecido a 13 Julho 1491. 


Triste Noivo

Falando estava a rainha
Em seu palácio real,
Co'a infanta de Castela,
Princesa de Portugal.

Casada era a infanta
Nem sete meses havia,
Viu chegar um cavaleiro
Que más novas lhe trazia.

- Novas voa trago, Senhora,
Más novas, de grande mal:

Que morre vosso marido,
Infante de Portugal.

Caindo do seu cavalo
Nas ribas do areal,
Rebentou-lhe o fel do corpo,
O bom infante real.

Vestiu um vestido preto,
Por mais tempo lhe não dar;
Três criados atrás dela,
Sem a poder alcançar.

O pranto que ela fazia
As pedras punha a chorar;
Os seus ais, quando ela chaga,
O infante vão acordar.

- Onde vindes vós, infanta,
Quem tal nova vos foi dar?
Ver o vosso desamparo
A minh'alma faz penar!

Daqui não vos ficam filhos
Que vos custem a criar;
Ide-vos para Castela,
Cedo vireis a casar...

E assim morreu Dom Afonso,
Infante de Portugal,
Lá perto das águas frias,
Nas ribas do areal.