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terça-feira, 12 de março de 2013

Os Bárbaros do Ocidente Medieval na FLUL

Uma das principais valências da História é a possibilidade dessa prodigiosa ciência humana nos transmitir um profundo conhecimento relativo à acção e origens materiais da carga genética que carregamos. Hoje, mais do que em qualquer outro momento ou período da História, é absolutamente imperioso conhecer o nosso passado. Num período de choque civilizacional, no fim e uma era, à importância de conhecermos a história nacional acresce também a necessidade de aprofundarmos a raiz da nossa memória ancestral, de forma a podermos reclamar de um modo esclarecido a nossa herança civilizacional, com tudo o que nela nos aproxima e afasta dos restantes povos da velha Europa.
No próximo dia 1 de Abril terá início um curso subordinado ao tema História dos Povos e das Culturas: Os Bárbaros do Ocidente Medieval que se prolongará até 30 de Abril. Dirigido por José Varadas do Centro de História da FLUL (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), este seminário abordará ao longo de 5 sessões os percursos históricos dos seguintes povos responsáveis pelo moldar da Europa medieval: alanos, godos, suevos, vândalos, francos, anglos, saxões, burgúndios, lombardos e vikings. 
A não perder.

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sábado, 11 de junho de 2011

"Histórias Globais" de Lisboa a Nagasáqui (1550-1639)

«Em 1582, existem 45 jesuítas europeus a viverem no Japão, tendo sido ordenados padres 30 japoneses. Nesse mesmo ano, informaram Roma de que havia 150000 convertidos. Jovens estudantes, japoneses foram para universidades jesuítas, em Goa, e Macau, onde demonstraram gosto e aptidão impressionantes para a música barroca europeia. No Japão, onde existia um comércio florescente, mercadores portugueses radicaram-se ali em tão grande quantidade que fundaram e constituíram a cidade de Nagasáqui. Um dos mais importantes contributos foi dar a conhecer o mosquiteiro aos japoneses, que o passaram a usar com entusiasmo e efeitos comprovadamente benéficos. Criaram as primeiras fábricas de armas de fogo no Japão, para onde levaram o trabalho de fundição da Europa, as especiarias da Índia e a seda da China. Enriqueceram a língua japonesa com novos termos. Assim, por exemplo, obrigado, em português, tornou-se origato (sic) e o pão, que até aí era desconhecido pelos japoneses, ficou conhecido como pan. Os portugueses introduziram o método de cozinhar peixe em tempura, continuando este a ser o fast food preferido do Japão. Mostraram aos japoneses como se constrói em pedra, o que evitou danos mais graves, ainda que horríveis, aquando do lançamento da bomba atómica sobre Nagasáqui, em 1945.»
Martin Page em A Primeira Aldeia Global.

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Realiza-se no próximo dia 15 de Junho, pelas 18:30, no auditório do Centro Científico e Cultural de Macau a sexta conferência do ciclo Relações luso-italianas nos séculos XV-XVIII: balanço e novas linhas de investigação no âmbito da celebração dos 150 anos da União de Itália.
Intitulada “Global Histories”: Roma, Lisbona, Goa, Macao, Pequino, Nagasaki 1550-1639, esta comunicação ficará a cargo de Angelo Cattaneo, do Centro de História de Além-Mar da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL) e Universidade dos Açores (UAç). A entrada é livre.