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sábado, 12 de janeiro de 2013

O Castêlo de Guifões: um porto comercial há 2000 anos

«Entre a foz do Leça e um outeiro, chamado Câstelo, próximo da pequena povoação de Guifões, na margem esquerda do rio, podem observar-se evidentes ruínas de edificações antigas, dum castro onde o aparecimento de telhas de rebordo, de cerâmica marcada, de um ladrilho (later), de ânforas (uma delas com ossos incinerados), e de um pequeno peso de barro, perfurado, de tear (pondus), e outros documentos, provam bem que a influência dos romanos ali se fez sentir, muito embora a origem da povoação seja muito anterior à denominação romana, conforme os autorizados depoimentos de F. Martins Sarmento, e J. Leite de Vasconcelos.»
Guilherme Felgueiras em Monografia de Matosinhos

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Pouco conhecido do grande público e ainda com muita coisa a dizer acerca dos seus mais de 2000 anos, o castro de Guifões encerra nas suas pedras importantes aspectos, mistérios e curiosidades históricas do Ocidente peninsular. Porto de entrada das mercadorias "exóticas" oriundas da bacia do Mediterrâneo nos domínios castrejos, este antigo povoado localiza-se na encosta do Monte Câstelo, em Guifões, concelho de Matosinhos, junto à foz do Rio Leça. O seu estudo ao longo do século XX por alguns dos nossos mais proeminentes arqueólogos deixou a descoberto a sua importância nas rotas comerciais de outrora, havendo ainda bastante por estudar, restaurar e preservar.
A exposição O Castêlo de Guifões: um porto comercial há 2000 anos, patente ao público no Museu da Quinta de Santiago (Leça da Palmeira) desde 24 de Novembro do ano passado, continua em exibição até ao próximo dia 17 de Fevereiro. Inaugurada pela altura da apresentação da obra O Rio da Memória - Arqueologia no Território do Leça publicada pela Câmara Municipal de Matosinhos, esta mostra apresenta um conjunto de materiais arqueológicos provenientes daquele castro romanizado. As peças em exibição documentam a sua longa diacronia de ocupação do sítio, assim como a forte ligação que este local teve com o comércio marítimo e o mundo mediterrânico durante o período do Império Romano.
Visitável todos os dias da semana, com excepção da Segunda-Feira, esta mostra tem um custo de entrada de apenas 1€. A não perder!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Augusto Gomes e o Vitral do Infante

Augusto Gomes é um dos principais nomes da arte portuguesa do século XX a aguardar uma redescoberta por parte do grande público nacional e internacional. Nascido em Matosinhos em 1910, viveu e produziu praticamente toda a sua obra naquela cidade, onde viria a falecer em 1976. A sua obra constituída por várias fases abraça maioritariamente uma estética neo-realista, abrangendo inúmeras formas de expressão. A pintura, a cerâmica, o vitral, a tapeçaria, o mosaico, a ilustração, a litografia, a xilogravura, os figurinos e a cenografia são alguns dos exemplos mais claros da versatilidade artística dos seus trabalhos.
Inserido no ciclo de conferências À conversa com a História, A. Cunha e Silva apresentará amanhã, dia 13 de Dezembro, pelas 18:00, uma comunicação intitulada Augusto Gomes e o Vitral do Infante 50 anos depois: Crónica duma redescoberta. Este encontro terá lugar no auditório do Gabinete Municipal de Arqueologia e História da Câmara Municipal de Matosinhos, sendo a entrada livre e aberta a toda a comunidade.

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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O Rio da Memória: Arqueologia no Território do Leça

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Decorrerá no próximo dia 24 de Novembro, pelas 15:30, no Auditório Irene Vilar do Museu da Quinta de Santiago, em Leça da Palmeira, a apresentação da obra O Rio da Memória: Arqueologia no Território do Leça. Publicado pela Câmara Municipal de Matosinhos, este livro serve de catálogo à grande exposição itinerária sobre a arqueologia nas margens do Leça que percorreu todos os concelhos com ligação histórico-geográfica àquele rio. Esta apresentação ficará marcada pela realização de uma mesa-redonda constituída por Assunção Araújo, Armando Coelho Ferreira da Silva, Álvaro Brito e Ricardo Teixeira, aproveitando-se ainda para inaugurar a exposição O Castêlo de Guifões: um porto comercial há 2000 anos e abrir a Feira do Livro Municipal de Matosinhos de 2012.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.

domingo, 9 de setembro de 2012

Más novas da Boa Nova

A Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira, representa um dos mais emblemáticos edifícios da chamada Escola de Arquitectura do Porto, devendo-se a autoria deste projecto ao consagrado arquitecto Álvaro de Siza Vieira. Inexplicavelmente, este edifício-monumento encontra-se hoje votado ao abandono e vandalismo pelas entidades responsáveis pela sua guarda e preservação. O elevado grau de degradação a que chegou chamou a atenção dos principais meios de comunicação nacionais, destacando-se aqui um artigo de José Almeida, publicado na edição de 28 de Agosto do semanário O Diabo!
Um artigo para ler e reflectir acerca do nosso património!

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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Os Hospitalários no Caminho de Santiago (edição de 2011)

O Mosteiro de Leça do Balio representa um dos mais interessantes exemplos da arquitectura religiosa-militar portuguesa. Tendo já passado mais 1000 anos desde o início da sua história, este edifício foi não só um importante local de passagem de peregrinos, dada a sua localização no Caminho de Santiago, como também o palco principal de múltiplos episódios da História Nacional e Mundial.
Tendo sido alvo de sucessivas modificações, resultando ora em melhoramentos, ora em algumas adulterações e destruições patrimoniais, este espaço conserva ainda hoje uma importante carga espiritual, transmitida aos menos esclarecidos através da sua monumentalidade e enquadramento cenográfico.
Desde há uns anos a esta parte, a Câmara Municipal de Matosinhos, ciente do potencial cultural, turístico e económico deste conjunto arquitectónico e respectivo espaço envolvente, passou a organizar um evento intitulado Os Hospitalários no Caminho de Santiago, capaz de fomentar uma salutar união entre a cultura e o lazer. Com uma enorme variedade de oferta, entre reconstituições históricas, conferências, visitas guiadas, artesanato, restauração, comércio, música, teatro e animações várias, esta feira medieval distingue-se positivamente de tantos outros eventos da sua categoria, tanto pelo rigor, como pelo equilíbrio e qualidade das ofertas que oferece a todos os seus visitantes.
Criada a uma escala humana, longe da megalomania e massificação descontextualizada de outras feiras medievais espalhadas pelo país, a de Leça do Balio decorrerá este ano entre os dias 8 e 11 de Setembro de 2011, mantendo-se franca, não obstante o sucesso das anteriores edições. Este é um evento recomendado a todas as famílias.

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