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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Grupo de Investigação sobre Pensamento Português do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa agora no Facebook

Haverá hoje poucas dúvidas quanto à utilidade do Facebook como ferramenta de divulgação e promoção na sociedade de informação. Ciente desta realidade, o Grupo de Investigação sobre Pensamento Português do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa acaba de criar uma página oficial naquela rede social, procurando deste modo dar-se a conhecer, bem como às actividades desenvolvidas pelos seus membros e colaboradores. Criado com o objectivo de promover o estudo, conhecimento e divulgação dos autores e obras de pensamento português, este grupo procura agora conquistar uma outra plataforma que lhe permita chegar a um público interessado mais abrangente, almejando uma maior exposição e alcance das suas actividades.
Ficando desde já feito o convite para se visitar e frequentar esta página, aproveitamos para recordar que para mais informações acerca deste organismo poderão ser contactados via correio electrónico Paulo Borges (pauloaeborges@gmail.com) e Bruno Béu (brunobeu@gmail.com).

(Clicar na imagem para aceder à página no Facebook.)

quinta-feira, 1 de março de 2012

«Teoria do ser e da verdade» de José Marinho - Curso de Leitura e Comentário

«Aquele a quem foi dado ser plenamente como o em que se nega todo o parcial ser, como o que vê e, no ver do que é, infinitamente ultrapassa todo o ver e saber finito, esse, no mesmo instante em que frui a mais pura alegria, sabe para sempre toda a verdade.»
José Marinho em Teoria do ser e da verdade.

(Clicar na imagem para ampliar.)

O Curso de Leitura e Comentário da obra Teoria do Ser e da Verdade surge no seguimento do Colóquio José Marinho: Do Espírito ao Insubstancial Substante, realizado em Lisboa, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), durante Dezembro de 2011. Ano em que se celebrou o 50.º aniversário da 1.ª edição da principal obra de José Marinho, Teoria do Ser e da Verdade.
Com uma coordenação a cargo de Bruno Béu e Dirk Hennrich, este curso realiza-se nas instalações da FLUL entre 12 de Março e 26 de Abril, contando também com a participação de Paulo Borges, Jorge Croce Rivera, Rui Lopo, Ricardo Ventura e Renato Epifânio.
Mais informações sobre preços e inscrições em www.cursojosemarinho.blogspot.com, ou através do endereço de correio electrónico cursojosemarinho@gmail.com.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Ciclo Internacional de Conferências «Pessoa na Actualidade»

«Organiza a tua vida como uma obra literária, pondo nela toda a unidade que for possível.»
Fernando Pessoa (Esp. 28-43).


Conclui-se este mês o Ciclo Internacional de Conferências «Pessoa na Actualidade», iniciado em Dezembro passado na Casa Fernando Pessoa. Organizado por Paulo Borges, Nuno Ribeiro e Cláudia Souza, este conjunto de encontros visa levar à Casa Fernando Pessoa alguns jovens investigadores pessoanos, nacionais e estrangeiros, dando deste modo a conhecer o estado da arte face ao estudo do pensamento e obra do poeta, escritor e pensador português.
Todas as sessões tem início às 18:30, sendo a entrada livre a todos os potenciais interessados.

Programa das sessões de 25, 26 e 27 de Janeiro de 2012

25 de Janeiro
- Dirk-Michael Hennrich (Alemanha) - Hölderlin e Pessoa e a pergunta pelo fundamento da consciência.
- Rui Lopo (Portugal) – Fernando Pessoa e Raul Leal: Amigos da Vertigem.

26 de Janeiro
- Daniel Moreira Duarte (Portugal) - O «ideal ascético» e a «ceifeira».
- José Almeida (Portugal) - Fernando Pessoa e a Tradição Hermética.
- Bruno Béu (Portugal) - Isto não é isso - o discurso tautológico como procedimento apofático na poesia de Alberto Caeiro.

27 de Janeiro
- Teresa Rita Lopes (palestra de encerramento).

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Filosofia Oriental estudada a partir de Lisboa

«O Oriente, na diversidade das suas culturas, civilizações e religiões, sempre surgiu para os ocidentais como uma ideia e imagem ambivalentes, ora como objecto de temor, desconfiança e repulsa, sinónimo de um arcaísmo a ultrapassar pelo progresso racional, científico, histórico e social, ora exercendo um fascínio extremo, como sinónimo de uma fonte de sabedoria perdida ou esquecida, que importaria reencontrar para uma reorientação espiritual da própria consciência e para um verdadeiro renascimento da civilização ocidental, assombrada com a perspectiva da sua decadência. 
Associado ao símbolo do sol nascente e da Origem, a demanda do Oriente geográfico e cultural, tão presente na história e na cultura portuguesas, converteu-se também na de um Oriente interior, como essas “Índias espirituais”, “que não vêm nos mapas”, que no dizer de Fernando Pessoa seriam a descoberta que restaria por fazer, após o desvendamento do mundo físico.»
Excerto retirado do texto introdutório do curso Filosofia no Oriente.

Sendo Portugal uma nação que desde há séculos se constituiu herdeira de uma vasta e profunda tradição universalista, fruto não apenas de uma expansão imperialista, mas também de uma missão espiritual superior e transcendente, destinada a preparar o regresso da humanidade à sua idade de ouro e ao paraíso perdido, parece-nos pertinente questionar o porquê de vivermos constantemente de costas voltadas para o que nos é mais estranho e exotérico. Este factor, de certo modo condicionador da nossa missão civilizadora, impede-nos de alcançar um desejável grau de alteridade, capaz de nos permitir agilizar o intelecto, potencializando a nossa percepção de um todo universal constituído pelo que nele encerra de mais distinto e particular. Não deixa por isso de ser curioso que as elites intelectuais portuguesas tenham descurado tanto, ao longo dos tempos, o fomento de centros de estudos orientais, vocacionados para o aprofundamento do conhecimento relativo às culturas autóctones, em detrimento de um pensamento culturalmente centralista e circunscrito, típico das sociedades colonialistas. Até países como a Inglaterra, França ou Holanda, geralmente apontados como terríveis potências colonizadoras, das quais sempre nos procuramos demarcar historicamente, souberam perceber a importância de compreender e estudar as culturas orientais, fundando inúmeros centros de estudo e investigação. Mesmo países com menos tradição no que toca aos contactos permanentes com o Oriente, como é o caso de Itália ou Alemanha, souberam investir nesse sentido, ficando Portugal algo arredado desse investimento cultural, salvo algumas raras e nobres excepções, responsáveis pela manutenção de uma certa chama que nos ilumina o caminho para as Indías Espirituais.
Assim, surge com a maior das pertinências, no âmbito das actividades de formação da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) previstas para o ano lectivo de 2011-2012, um Curso de Especialização dedicado ao tema Filosofia no Oriente, com a coordenação científica de Paulo Borges, Carlos João Correia, Carlos H. do C. e Bruno Béu. Direccionado a todos os que pretendam compreender o fenómeno de ressurgimento e popularização do interesse pela cultura oriental, de uma forma séria e coesa, este curso demonstra um esforço revelador de uma vontade de recuperar o tempo perdido.

(Clicar na imagem para mais informações sobre este curso.)

Programa geral do curso

1º Semestre

- Introdução ao Budismo.
Paulo Borges
5ª feira, 17h-19h

- Filosofia Clássica Indiana.
Carlos João Correia
6ª feira 17h-19h

2º Semestre

- Mística Cristã e Gnose Oriental
Paulo Borges (org.), Carlos H. do C. Silva e Bruno Béu
5ª feira, 17h-19h

- Oriente/Ocidente: diálogos e cruzamentos.
Paulo Borges (org.)
6ª feira, 17h-19h